terça-feira, 24 de abril de 2012

07 TÉCNICAS PARA TREINO DE BÍCEPS / CERTO & ERRADO PARA EXPLODIR O TRÍCEPS


Olá pessoal, esta semana vamos falar de BÍCEPS e TRÍCEPS. Já falamos várias vezes que os exercícios não mudam. Muda-se a maneira de fazê-los. Na postagem de hoje temos 07 sugestões de treinamento para  bíceps e ainda o que é ERRADO E CERTO para treinamento de TRÍCEPS. As duas matérias foram retiradas do site TREINOPESADO.



07 TÉCNICAS PARA DESENVOLVIMENTO DO BÍCEPS



1. ALTO E BAIXO VOLUME

As pessoas tem a tendência de seguirem sempre o mesmo número de repetições por anos e anos. A ideia aqui é combinar o que já conhecemos por "alto volume" com o "baixo volume", em um conceito emprestado do eficiente PowerBB (Powerbodybuilding).
Alternando séries com um número maior de repetições, de 15 a 20, com um trabalho com uma quantidade reduzida, de 6 a 4, são um excelente jeito de chocar o músculo trabalhado. Essa técnica vai atingir todas as nossas fibras musculares, tanto as de contração lenta como as de contração rápida, aumentando a concentração de volume sanguíneo, e também o ganho de força.
Comece com alto volume, o que servirá de aquecimento para o que vem a seguir. Abaixo uma rotina seguindo essa metodologia, seguindo a técnica da Pirâmide, com o aumento de pesos para cada série de repetições:

Exercício 01 - alto volume
Rosca Direta com cabos - 3 séries de 20 a 15 repetições
Exercício 02 - baixo volume
Rosca Direta com barra livre - 3 séries de 06 a 04 repetições
Exercício 03 - alto volume
Rosca Unilateral com cabos - 3 séries de 20 a 15 repetições
Exercício 04 - baixo volume
Rosca Concentrada - 3 séries de 06 a 04 repetições

2. INTERNO E EXTERNO

O bíceps é composto por um feixe longo de fibras musculares (porção externa) e por um feixe de fibras curtas (porção interna), e ambos tem conexões diferentes com os tendões, e por isso tem funções diferenciadas, então é difícil conseguir um isolamento completo de uma ou outra das porções. Só que se você faz um tipo de rosca com uma pegada mais fechada, é possível que o estímulo do movimento se concentre mais na porção externa dos bíceps. E no oposto, com uma pegada mais aberta, com uma largura maior do que a distância entre os ombros, o estresse será maior na porção interna.

Exemplo de rotina:

Exercício 01 - Porção Externa
Rosca Direta com Barra W e pegada fechada - 3 séries de 10 a 8 reps
Exercício 02 - Porção Interna
Rosca Direta com Barra Reta e pegada aberta - 3 séries de 10 a 8 reps
Exercício 03 - Porção Externa
Rosca Martelo com Halteres - 3 séries de 12 a 10 reps
Exercício 04 - Porção Interna
Rosca Direta com Halteres - 3 séries de 12 a 10 reps (*)
(*) - esse exercício é fantástico, e raro nas academias. Sentado em um banco ligeiramente inclinado, você ergue os halteres simultaneamente, mas com os antebraços ficando o mais abertos que der.

3. SUPERIOR E INFERIOR

Como você não consegue 100% de isolamento para cada uma das porções, não tem como se trabalhar só a parte superior ou inferior dos bíceps. Só que podemos atacar mais o alongamento ou a contração. A Rosca Scott, por exemplo, causa grande estímulo na fase de alongamento, e a concentrada com uso de cabos pode dar mais destaque na fase de contração muscular.

Exemplo de Rotina:

Exercício 01 - Alongamento
Rosca Direta com cabos - 3 séries de 12 a 10 reps
Exercício 02 - Alongamento / Contração
Rosca Direta com Barra W - 3 séries de 12 a 10 reps
Exercício 03 - Contração
Rosca Concentrada - 3 séries de 12 a 10 reps
Exercício 04 - Alongamento
Rosca Scott com Barra W - 3 séries de 12 a 10 reps

4. ENCHIMENTO

Chris Cook, um dos mais promissores bodybuilders que nunca conseguiu se profissionalizar, fazia o que batizou de "séries de enchimento", com o objetivo de encher seus bíceps de volume sanguíneo nos dias de treino de braços, entre os exercícios que eram feitos de modo tradicional.
A técnica consiste de três ou quatro séries com alto volume de repetições (15 a 20), usando um exercício isolado, que eram feitas no final de cada série normal de repetições com qualquer outro exercício. Por exemplo, em um treino de bíceps, após uma série completa de Rosca Direta, Cook fazia a Rosca Concentrada com Halteres, mas com esse alto número de repetições. Ele acreditava que esse método auxiliava na recuperação muscular, além do aumento sanguíneo, fator essencial para que os nutrientes fossem levados até o tecido muscular que estava sendo trabalhado. Outro jeito interessante da utilização do método é em dias em que não se treinam especificamente os bíceps. Nesse caso, procure fazer a série em dois dias antes do seu dia de treino de bíceps, ou então em dois dias depois.

Exemplo de rotina:

Exercício 01 - Normal
Rosca Direta - 3 séries de 12 a 10 reps
Exercício 02 - Enchimento
Rosca Concentrada com Halteres - 3 séries de 20 repetições
Exercício 03 - Normal
Rosca Scott - 3 séries de 12 a 10 reps
Exercício 04 - Enchimento
Rosca Concentrada com Halteres - 3 séries de 20 repetições

5. PUMP MÁXIMO

Aquela sensação de músculo inchado e estimulado, o popular pump, é umas das melhores coisas que conseguimos nos treinos, e no caso dos bíceps é ainda mais prazerosa. E o melhor jeito de fazer isso acontecer é com um alto número de repetições e técnicas especiais, como as drop-sets, e se o marombeiro estiver sabendo usar a dieta e a suplementação do modo correto, o efeito pode ser ainda maior.

Exemplo de Rotina:

Exercício 01
Rosca Direta - 4 séries de 15 a 20 reps (30 a 45 segundos de descanso entres as séries)
 Exercício 02
Rosca Scott - 5 séries de 12 a 10 reps
Exercício 03
Rosca Direta - 3 séries de 15 a 20 reps (30 a 45 segundos de descanso entre as séries)

6. SUPERSÉRIES (SUPER SETS)

Muita gente considera os bíceps um grupo pequeno demais para que seja trabalhado dentro desse método, e normalmente quando se fala em superséries para braços, isso envolve bíceps e tríceps em um mesmo treino. Mas a turma mais avançada pode conseguir ótimos ganhos fazendo superséries apenas para os bíceps. O primeiro Mr. Olympia da história, o grande Larry Scott, adorava essa técnica.

Exemplo de rotina:

Supersérie 01
Rosca Alternada com Halteres X Rosca Concentrada com Halteres - 3 séries de 12 a 10 reps Supersérie 02
Rosca Scott com Barra W X Rosca Direta com Barra Reta - 3 séries de 12 a 10 reps 7.

7. LEVANTAMENTOS ESPECÍFICOS

Nosso bíceps tem funções relativamente simples: contrair a região do cotovelo, erguendo as mãos até a altura dos ombros, por exemplo. E supinar os antebraços, rotacionando as palmas das mãos. Por isso mesmo, cada modo de execução de um determinado exercício tem a capacidade de estressar mais a porção interna ou a externa, e alongar ou contrair o músculo. Usar uma variedade de componentes na sua série pode ajudar muito nisso. Os exercícios de bíceps que vou listar agora não são muito conhecidos, mas tem o objetivo de causar diferentes tipos de estímulo aos seus bíceps.

- Drag Curls

Optei por manter o nome original, em homenagem ao seu inventor, o gênio Vince Gironda. Prepare-se como se fosse executar a Rosca Direta, só que enquanto vai subindo a barra, seus cotovelos vão indo para trás, forçando a barra a se manter colada ao seu tronco por todo o movimento.
- Rosca Inclinada com Rosto para baixo (Face-Down Incline Curls)
Invenção de outra fera, o bodybuilder Boyer Coe.
Como o próprio nome diz, você fica deitado em um banco reto ou inclinado, com os braços esticados para baixo (dependendo da sua altura, talvez seja necessário o uso de um banco inclinado em substituição ao reto). Segure um halteres em cada mão, e procure levantar os pesos movendo apenas os antebraços. Uma variação, se o banco permitir, é com o uso de uma barra reta no lugar dos halteres.

Exemplo de rotina:

- Rosca Scott - 3 séries de 10 a 8 reps
- Drag Curls - 3 séries de 10 a 8 reps
- Rosca Direta - 3 séries de 10 a 8 reps
- Face-Down Incline Curls - 3 séries de 10 a 8 reps

Concluindo

Todas essas técnicas não vão transformar seus bíceps da noite para o dia, mas se forem incorporadas em um treino intenso, podem causar um grande choque, tirando seus bíceps do sono em que estão. Esse grupo muscular pode ser treinado por uma variedade de técnicas, exercícios e combinações, embora a grande maioria dos marombeiros se esqueça disso, mantendo a mesma rotina por anos, com pouquíssimos resultados, e às vezes sem nenhum. Lembre-se de um ditado que já citei em outros artigos: se você faz sempre a mesma coisa, porque espera que aconteçam coisas diferentes?




O QUE É CERTO &  ERRADO PARA EXPLODIR O TRÍCEPS
Ainda é comum encontrar marombeiros que não dão a merecida importância a um bom treino de tríceps. Quando pergunto a razão disso, quase sempre a resposta diz que não se trata de um grupo muscular assim tão importante, e que esses músculos podem até não precisar de treinos intensos, já que são utilizados em outros treinos, como no caso do peitoral e dos ombros. E até que esse raciocínio tem sua lógica, e eu mesmo adoto essa prática por alguns meses, mas antes de pensar nisso, sugiro uma boa olhada nos seus braços. Tem algumas veias saindo? Quando contrai os tríceps eles aparecem bem? Se você passar a fita métrica em volta os braços estão na medida que está querendo? Se a resposta a essas perguntinhas foi não, trate de arregaçar nos treinos de tríceps, e deixe de lado a turma que "sabe-tudo", mas não chega nem nos 40 de braço.
Como já disse em vários artigos, tríceps merecem uma atenção especial, já que respondem por dois terços do volume total dos braços, alem de estarem diretamente envolvidos em diversos exercícios importantes, e sem contar que se trata de um grupo com três cabeças (daí o nome tríceps...incrível isso...hehe), e portanto exige um trabalho mais específico para que todas as partes se desenvolvam por igual. Cada uma dessas frações pede por um tipo diferente de estímulo, e até certos movimentos podem parecer ineficientes, mas são o jeito certo para estressar aquela determinada parte desse grupo muscular. Em outras palavras, um bom treino de tríceps envolve muitos "certos" e "errados", e é disso que vamos tratar com esse artigo.

CERTO - use exercícios básicos, com o máximo de carga que conseguir, desde que não comprometa a execução do movimento. Bons tríceps estão sempre ligados a supinos e desenvolvimentos pesados. O pessoal sempre acha se você tem um supino pesado tem que ter um peitoral extremamente desenvolvido, mas quase sempre são os tríceps que crescem de verdade, seguidos pelos ombros. Na medida que a barra desce, são os ombros, e em uma parte menor o peitoral, que são estimulados, e na hora de subir o peso, são os tríceps que sofrerão o maior desgaste. Se você treinar com peso e intensidade nos dias de peito, ombro ou costas, aposto 50 potes de Whey que seus braços ficam super doloridos, ainda que não tenham sido treinados diretamente.
ERRADO - Overtraining. Evite o overtraining. Exercícios básicos envolvem vários grupos musculares, e por isso é preciso uma atenção especial em sua rotina de treinos. Uma boa dica para a hora de treino de tríceps é usar a pré-exaustão, fazendo algumas séries com pouca carga antes de atacar com pesos de verdade. E faça isso com alguma rapidez, com um tempo de no máximo trinta minutos.'



CERTO - treine seus tríceps uma vez por semana, como pode fazer com qualquer outro grupo muscular que esteja precisando crescer mais. Hoje vemos cada vez mais bodybuilders com resultados melhores, e que ficam menos tempo dentro das academias. Aumente a intensidade de cada um dos seus treinos, e logo vai ver como é difícil trabalhar um grupo mais de um dia por semana. E lembre-se, seus tríceps já são estressados nos treinos de ombro ou peito. Escolha três ou quatro exercícios, faça um total de 12 a 14 séries, arregace no treino, e vá tomar seu shake!

ERRADO - Treino extenso demais. Não gaste mais do que 30 minutos em seu treino de tríceps. Nada de fazer uma série, descansar 5 minutos conversando com algum mala, e continuar. Mexa-se! Não pare por mais do que 20 ou 30 segundos entre as séries. Se precisar de mais do que meia-hora para sua série de tríceps, ou você está lento demais, ou está com um excesso de exercícios e/ou repetições, e pode estar entrando em overtraining.

CERTO - use dois tipos de movimentos, divididos em um exercício básico, e outro isolado. Os básicos são melhores para o ganho de volume muscular, enquanto os isolados podem causar um estímulo mais específico em uma área menos estimulada. Para os básicos você pode usar o supino fechado, rosca francesa (tríceps na testa) ou extensão unilateral com halteres. No caso dos isolados qualquer tipo de extensão que use cabos. Nos períodos de ganho de peso (off-season), priorize os básicos, e nos períodos de ganho de qualidade (pre-contest), vai ser a vez dos isolados.

ERRADO - Mesmo tipo de treino. Não mantenha cargas pesadas pelo ano todo, em todos os treinos, e com os mesmos exercícios. Alterne treinos pesados com treinos mais leves, e com intensidade maior. Nas fases de ganho de peso corporal use cargas mais pesadas, mas sempre lembrando que nesses períodos sua dieta será mais rica em calorias, o que vai manter suas juntas lubrificadas, e assim possibilitar algumas loucuras nos treinos, e ainda assim continuar com os ganhos. Mas isso muda completamente nos períodos de dieta, com restrição calórica. Nesses dias as cargas tem que diminuir, porque as chances de lesão aumentam.

CERTO - procure manter toda a amplitude de cada movimento em todos os exercícios. Nos exercícios isolados contraia os tríceps por alguns segundos no final de cada repetição. Isso pode fazer mágica nos seus resultados!

ERRADO - Movimento Parcial. Diminuir a amplitude, muito comum nas academias, no caso do tríceps, vai limitar o estresse necessário para causar o máximo de ganhos. Outro erro comum é dar destaque na fase negativa do movimento, e logo em seguida explodir com o peso para cima, ou para baixo, dependendo do exercício. Por exemplo, no caso da Rosca Francesa, com halteres (foto ao lado) ou barra, as duas fases devem ser exploradas. Subir o peso com rapidez vai exigir muito mais dos seus deltoides, e com grandes chances de lesões nos cotovelos. Uma das vantagens desse exercício, quando feito com uma carga pesada, é que ele limita esse roubo na fase positiva, por mais que a pessoa tente. Ao descer lentamente o peso, tente alongar ao máximo seus tríceps, e só depois empurre o peso para cima novamente, e também de um modo lento.

CERTO - quando fizer o supino fechado, procure manter seus braços o mais colado ao tronco que for possível, e assim fazer com que quase todo o esforço para subir o peso seja dos tríceps, e não dos deltoides. Deixe a barrar descer até o final, tocando o peito, mas faça de modo lento, aproveitando essa fase negativa antes de empurrar o peso para cima. Tente achar uma distancia entre as mãos que não sobrecarregue demais seus pulsos, o que acontece se as mãos estiverem próximas demais.

ERRADO - Execução mal feita. Evite que a barra desça até uma muito abaixo da porção inferior do peitoral. A altura ideal é entre o meio e a parte inferior do peitoral. É nessa parte que seus tríceps estarão totalmente alongados e prontos para a fase positiva do movimento
.
CERTO - você deve usar vários tipos de exercícios com cabos. Na medida em que puxar o peso, faça de modo lento, usando seus tríceps com vontade. No final do movimento segure por alguns segundos, sentindo a musculatura contraída, antes de retornar lentamente para a posição inicial do exercício. Como já disse antes, force essa contração muscular no final de cada uma das repetições!
Deixe esse tipo de exercício para o final de sua rotina, quando os tríceps já estarão bem desgastados pelo uso dos básicos, e poderão ainda sofrerem com novos estímulos, mesmo com pesos mais leves.

ERRADO - Cargas pesadas. Nesses exercícios isolados não se usa cargas pesadas demais, do contrário toda essa atenção na qualidade dos movimentos ficará comprometida, e você só vai conseguir uma amplitude parcial, o que não deve acontecer aqui. Tente não inclinar a coluna, ou faça isso o mínimo possível. Lembre-se que o esforço deve ser dos seus tríceps, e quando utilizamos o peso do tronco para ajudar na execução do movimento, esse estresse específico para os tríceps fica minimizado.

CERTO - nos períodos de ganho de qualidade muscular, adicione mais um exercício específico para um aumento dos detalhes nos tríceps, como a extensão invertida com cabos (foto abaixo). Procure mover apenas os antebraços, mantendo a parte superior dos braços o mais imóvel possível. Como em todos os outros trabalhos que usam isolados, nada de cargas pesadas demais, caso contrário é impossível partir do momento inicial, com os tríceps totalmente alongados, para a fase final, até que o músculo esteja completamente contraído.

ERRADO - Treino fraco. Sempre lembre que seus tríceps respondem pela maior parte dos seus braços, então nada de treino mole com eles! Mantenha sempre a intensidade em alta, utilizando os vários métodos que já foram ensinados. Massacre esse grupo até a hora em que você tiver vontade de arrancar os braços dos ombros.

domingo, 15 de abril de 2012

TREINO DE PERNAS E GLÚTEOS COM ANDREIA CARVALHO / BIOGRAFIA


BIOGRAFIA DE ANDREIA DE CARVALHO, por ANDREIA DE CARVALHO

Nasci em São Paulo, no dia 12 de julho de 1973. Sou advogada e trabalho como personal trainer.
Acordo às 7 horas e começo minha primeira aula às 8 horas. Paro de trabalhar às 21 horas, sempre com intervalo para refeições a cada três horas e treinando uma hora por dia, após o lanche. Normalmente vou dormir às 23 horas. Gosto de ler ("O Segredo" foi muito bom, como todos os livros de Napoleon Hill), e também gosto de jogar vídeo-games.
Comecei na musculação aos 16 anos e nunca parei, nem fiz outros esportes. Adoro o físico da Madona.
Eu queria competir em qualquer coisa e progredia rapidamente no treinamento com pesos. Meu instrutor me falou sobre o Fitness, mas eu odiava a coreografia... Então, em 2001, o Brasil filiou-se à NABBA, que tinha a categoria Figure, e eu pensei: é isto !!









INÍCIO DAS COMPETIÇÕES:

Em 2002:
- Campeã: Campeonato Novos, em São Paulo.
- 3º lugar: Campeonato Brasileiro Seletivo para o Mundial da Grécia.
- Campeã e Overall: Campeonato Paulista.
- Campeã e Overall: Campeonato Troféu Cidade de São Paulo.

Em 2003:
- 4º lugar: Campeonato Brasileiro seletivo para o Mundial da Escócia.

Em 2005:
- 1º lugar e Overall: Mundial NABBA em Natal, Brasil.
- 1º lugar e Overall: Universe NABBA, Inglaterra.

Em 2006:
- 2º lugar: Universe NABBA, Inglaterra.

Em 2007:
- 1º lugar e Overall: Universe NABBA, Inglaterra.
A maior conquista e a mais difícil foi em 2007, porque fui vice em 2006 e venci a grande campeã Silvia Finocchi com o melhor de mim.



Meus treinos em OFF: 4 dias de treino, um livre.

Dia 1: Costas e panturrilhas.
Dia 2: Ombros / tríceps / panturrilhas
Dia 3: Pernas (Completo) e cardio
Dia 4: Peito e bíceps
Dia 5: Descanso


Em pré contest: 3 dias de treino, um livre.



Dia 1: Peito / costas e panturrilhas + cardio
Dia 2: Pernas e abdome + cardio
Dia 3: Costas e braços + cardio
Dia 4: descanso.
 
Meu exercício favorito na academia é o levantamento lateral, todos os exercícios de pernas (em especial Leg press e Sissy squats) e odeio o treino de panturrilhas.
Em OFF não como tranqueiras, mas boa comida. Ninguém gosta de passar fome. No pré contest me agrada que todos podem ver meu trabalho pesado no palco e, também, a sensação de sentir todos os músculos é muito boa!
O que mais me agrada no estilo do bodybuilding é estar bem, não apenas o corpo, mas a mente também. Disciplina é tudo na vida !
Importante também, consegui um grande objetivo: o Pro Card para as competições da IFBB profissional. Quero competir até os 38 anos de idade e, depois disso, quero ser uma autêntica mãe, com dois ou três filhos!
Andréa Carvalho, Miss Figure Universe NABBA International Overall 2005 e 2007, uma das mais completas atletas da atualidade no bodybuilding do Brasil e Internacional. Além disso, uma mulher linda e inteligente, com muitos fãs.
Andréa Carvalho, duas vezes inscrita no Hall da fama da lendária NABBA International, a maior conquista internacional de uma atleta Brasileira.
Torna-se atleta internacional pela IFBB International.



TREINO DE PERNAS E GLÚTEOS COM ANDREIA CARVALHO


Na maioria das regiões do Brasil o clima é quente quase o ano inteiro. Assim, as brasileiras não se acanham em usar saias, regatas e outras peças que deixam o corpo em evidência. Quando chega o verão, então as mulheres se preocupam ainda mais com roupas mais decotadas ou curtas, com biquínis, com a  praia ou a piscina... o problema é que nem todas tem o perfil modelado como desejariam nessa época do ano.
Infelizmente muitas pessoas acreditam ou fazem acreditar em receitas milagrosas, mas a verdade é que sem exercícios físicos e uma alimentação equilibrada, fica muito difícil atingir o corpo tão sonhado.
O ideal é praticar atividade física sem stress e sem pressa, pois obter musculatura definida e baixar a taxa de gordura são resultados que requerem tempo, prática, mudanças de hábitos e não por um período restrito, mas a vida inteira.
Quem está começando pode tirar bom proveito das dicas a seguir, sem esquecer que força de vontade é fundamental, pois musculação envolve valores sentimentais. Sua cabeça deve estar forte, pois o resultado virá dia após dia, e não de uma vez.

NUTRIÇÃO

O importante, tanto para iniciantes quanto para avançados, é a alimentação. Nós devemos nos alimentar a cada 3 horas, com proteínas, carboidratos complexos, frutas e verduras.
É fundamental procurar um nutricionista para obter boa orientação quanto aos tipos de alimentos e as quantidades. No meu caso, por exemplo, consumo claras de ovos e uso caseína da Probiótica, que libera gradualmente as proteínas, quando vou ficar sem comer por um período. Consumo também peito de frango e às vezes atum. Quanto aos carboidratos, como batata doce, arroz e macarrão integral, aveia, pão e torrada integral, além de frutas na primeira refeição e após o treino. Verduras em todas as refeições.

SUPLEMENTAÇÃO

Aqui vai uma dica: você não precisa tomar um monte de coisa, gastar um monte de dinheiro para obter resultados;  basta ter uma fonte de proteínas boa, como ISSO PRO WHEY ou WHEY NO2 MICELLAR ou ainda 100% CASEÍNA. Eu também uso Ca, que ajuda na queima das gorduras localizadas, e ingiro um energético antes do treino, o MONSTER ENERGY BLACK, principalmente quando estou muito cansada.

SÉRIE DE PERNAS E GLÚTEOS

Esta é uma excelente série, rápida e eficaz, quando você não está com muito tempo. Alongue bem antes de começar os exercícios.

Avanço no Multi com isometria dos glúteos
Séries
Repetições
Leg Press 45 com pés voltados para fora
3 ( Super série )
15 / 12 / 10
Cadeira Extensora
3 ( Super série )
12
Agachamento no Cabo
3 ( Super série )
12
Abdutor
3 ( Super série )
20
Cadeira flexora com isometria
3 ( Super série )
15
Adutor
3 ( Super série )
15
Flexora unilateral Non-Stop
3
12

OB.: SUPER SÉRIE: FAÇA UMA SÉRIE DO LEG PRESS E VÁ PARA CADEIRA EXTENSORA, EM SEGUIDA FAÇA AGACHAMENTO NO CABO E ASSIM SUCESSIVAMENTE ATÉ O EXERCICIO ADUTOR. Só descanse quando fizer uma série no ADUTOR. Descanse e recomece no Leg Press e faça mais uma série de cada um sem descanso. Descanse e repita este ciclo mais uma vez. Para o último exercício, Flexora unilateral faça normalmente.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

LEVANTAMENTO TERRA


Olá pessoal! Esta semana vamos falar de um grande exercício, o Levantamento Terra. Vocês irão ver que é um excelente exercício por trabalhar um grande número de músculos. É excelente para ganho de força, de massa magra, para que tem deseja emagrecer, enfim, seja qual for o objetivo este exercício tem que estar no seu planejamento. Mas eu te pergunto, porque não vemos alunos nas academias fazendo? Porque os professores da maioria das academias, principalmente no interior, desconhecem os benefícios deste exercício, ou ainda por preconceito. Acham que é perigoso, que o aluno vai se machucar e blábláblá. Este exercício juntamente com o agachamento, o supino e desenvolvimento para ombros, não podem faltar no seu treinamento. Vejam na ilustração o grande número de músculos que se trabalha durante a execução do exercício.


LEVANTAMENTO TERRA


O levantamento terra é um daqueles exercícios que tem de estar na rotina de qualquer um que deseje maximizar sua relação entre o curto tempo disponível para treinar e a escolha por movimentos de máxima eficiência. Eficiência aqui se refere a atingir simultaneamente uma grande quantidade de músculos ao mesmo tempo. Dorian Yates, Arnold Schawarzenegger, Ronnie Coleman são alguns exemplos de calibre de atletas que acreditam nas virtudes desse exercício, mas se você acha perda de tempo, tudo bem, sente-se na cadeira extensora e chute o vento à vontade.
Pense em um músculo qualquer, e sem dúvida alguma ele estará envolvido no Levantamento Terra, seja diretamente, seja como estabilizador, sob cargas máximas ou mesmo no final de uma série de repetições executadas até a falha, é difícil observar uma  única fibra muscular que não esteja tensionada!Sei que isso já foi dito antes com as mesmas palavras, mas é a mais pura verdade. De baixo para cima, começando com os pés, temos os gastrocnêmicos e soleares atuando nos tornozelos para manutenção do equilíbrio; nos joelhos temos simultaneamente o quadríceps e músculos isquiáticos; no quadril temos os glúteos e mais uma vez os isquiáticos  (bíceps femoral, semimembranoso, semitendinoso); na coluna vertebral temos o quadro lombar e uma enorme quantidade de músculos conhecidos genericamente como paravertebrais. Na cintura escapular temos quase todas as porções de trapézio ativas, romboides e até alguma ativação dos dorsais ( sim, é possível conseguir deixar até dorsais doloridos com o Levantamento Terra e suas variações.) Quem treina sabe disso.
Dois aspectos contribuem para as grandes cargas erguidas nesse movimento:
Um é a grande quantidade de músculos e articulações envolvidas simultaneamente. O outro é o fato de estas mesmas articulações estarem flexionadas apenas parcialmente, ao contrário do agachamento.

A EXECUÇÃO


Se compararmos tecnicamente a posição inicial dos levantamentos olímpicos e do Terra é parecida, mas não idêntica. Temos no último o quadril um pouco mais alto, e a barra mais próxima a tíbia ( por esta razão alguns atletas usam caneleiras, e literalmente arrastam a barra contra as pernas), de forma que a grande massa formada pela barra e o corpo do levantador esteja o mais próximas quanto possível. Depois que a barra sai do chão muitas coisas podem acontecer: o atleta pode manter uma relação d relativo equilíbrio e sincronismo entre a extensão dos joelhos e quadril com  se realizasse algo parecido com um agachamento, ou estendê-los de uma vez e prosseguir como se o movimento fosse um “stiff legged deadlift”, e é verdade que algumas das maiores marcas do nosso esporte são feitas nas piores posturas.  A razão é simples: com a coluna curvada, a distância entre a barra e o centro de massa fica menor ainda, e em esporte de rendimento a segurança nem sempre  é mais importante que o resultado. Que essa técnica  é desaconselhada para os iniciantes e deveria ser reserva aos  veteranos somente próximo as competições, não tenha duvida! Comparando mais uma vez com os levantadores olímpicos, as cargas não são erguidas com esse tipo de postura. Primeiro porque esses atletas não levantam cargas máximas do chão, segundo porque, com a coluna flexionada, seria impossível recuperar a barra de forma estável acima da cabeça no arranco, ou sobre os ombros no arremesso. Se por um lado uns pecam pelo excesso, outros pecam pelo zelo. O Terra não deixa de ser uma puxada, e depende em grande parte dos músculos extensores do quadril. Um erro comum cometido por quem quer ensinar o movimento sem ter os calos nas mãos pra contar história é o de tentar manter o tronco totalmente ereto como um puro agachamento, o que é inviável do ponto de vista mecânico! Para isso, o aluno da academia tem de empurrar a barra para  frente durante a subida, para que a mesma não bata nos joelhos, nesse tipo de execução, a medida que a barra se afasta de centro de massa para passar dos joelhos, a tenso em cima dos extensores da coluna aumenta, apesar da postura ereta. Essa manobra só é possível com cargas leves, e se trata de uma técnica equivocada. REPITO: o Terra é uma puxada, e não um agachamento com a barra presa as mãos! Uma postura mais ereta é conseguida quando adotamos o estilo sumo. O sumo também não é, como pode parecer , um agachamento de pernas afastadas! Aliás, esse equívoco faz com que muitos atletas ( incluindo eu) passe meses tentando fazer a transição do estilo convencional sem sucesso. O Terra sumô é  mecanicamente mai eficiente porque, com as pernas apontando para fora, o quadril fica mais próximo à barra e o tronco mais ereto, ou seja, menor braço de resistência. O efeito final é uma grande redução no percurso da barra. Apesar da matemática, o estilo ( sumo) não é uma unanimidade no esporte nem garante as maiores cargas.

A INVERSÃO DA PEGADA

Curiosidades sobre a pegada: No Terra utilizamos tipicamente uma pegada pronada e outra supinada. A razão disto é simples: se ambas as mãos estivessem pronadas ou supinadas no mesmo sentido, a barra teria de um lado a ação dos oito dedos, contra os dois polegares no outro, o que facilitaria ela literalmente “desenrolar” para baixo. Quando invertemos uma das mãos, criamos uma trava natural que neutraliza essa tendência. Outro recurso, normalmente usado por levantadores olímpicos para evitar que a barra escape é a pegada em ganho ( hook), onde os dedos passam por cima dos polegares e os prendem contra a barra.


Por Denílson costa, na sessão Powerlifting, revista Musculação& Fitness, edição 83


Portanto, o levantamento terra mobiliza diversos músculos e tendões, os quais, trabalhando harmoniosamente, podem movimentar grande carga. Exige esforço brutal e estimula o corpo  inteiro: membros inferiores, glúteos, dorsal lombar, trapézio, deltoides, abdômen e membros superiores. Por possuir essa característica “multiarticular”, o levantamento terra é muito praticado por atletas de várias modalidades esportivas: fisiculturismo, powerlifting, rúgbi, artes marciais, atletismo, natação, entre outros.

EXECUÇÃO DO MOVIMENTO PASSO A PASSO

TERRA CONVENCIONAL:

Em pé, de frente para a barra, com as pernas afastadas na largura dos ombros, pés apontados para frente, segure a  barra pelo lado externo e flexione as pernas. A pegada na barra invertida ( uma mão em supinação e outra em pronação). Com o tronco ligeiramente inclinado para  frente, mantenha a coluna ereta durante todo o exercício; inspire o ar, estenda as pernas, elevando o peso do solo até a posição vertical, expirando o ar. Só então retorne a barra a posição inicial, flexionando os joelhos.

TERRA SUMÔ

Em pé, de frente para a barra, afaste as pernas numa amplitude superior a largura dos ombros e mantenha os  pés para fora, seguidos pelos joelhos, num ângulo de  aproximadamente 45 graus. Sem seguida, flexione os joelhos até posicionar as coxas na horizontal e segure a barra com os braços estendidos. Muitos atletas utilizam  a pegada IUK, que consiste em envolver o polegar com os outros dedos formando um gancho.






ERRO DE EXECUÇÃO

Quadril  muito alto, ou muito baixo, cotovelos flexionados, não extensão total  dos joelhos e coluna no final do movimento. Não há, enfim, melhor exercício para toda a cadeia de músculos posteriores do que o Levantamento Terra. Ele provoca estímulo massivo no organismo, aumentando o metabolismo e o recrutamento muscular. Tudo isso se traduz em ganho de força e volume.