quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

TREINANDO COM OS CAMPEÕES

TREINANDO COM OS CAMPEÕES

Olá pessoal! Antes de mais nada desejo a todos um feliz ano novo! Desejo que todos alcancem seus objetivos e tenham sucesso nos seus empreendimentos, sejam eles profissionais, pessoais, e que treinem muiiiiiito.
Esta semana vamos treinar com os campeões. Vamos treinar como eles treinavam. Vamos exercitar os bíceps com ARNOLD  SCHWARZENEGGER, tríceps com GARY STRYDOM, ombros com JAY CUTLER, costas com DORIAN YATES, pernas com KEVIN LEVRONE.


Já falamos sobre o Arnold na semana passada, agora vamos conhecer um pouquinho sobre os outros gigantes e em seguida vamos para o treinamento.

GARY STRYDOM.
Recebeu seu título de atleta profissional em uma competição no ano de 1986, desbancando outro fenômeno daquele tempo, o incrível Matt Mendenhall, um atleta que todos apostavam ser o favorito para faturar alguns Mr. Olympia nos anos que viriam. Nos três anos seguintes, Strydom ganhou o primeiro lugar em todos os torneios profissionais em que participou, com exceção do Olympia e do Arnold Classic onde embora não tenha ganhado, ficou dentro do top-five, os cinco melhores a competirem.
Gary sempre teve braços incríveis, tanto que algumas vezes precisou deixar de treiná-los para que os outros grupos musculares pudessem chegar no mesmo nível do que seus tríceps e bíceps (tai um problema que eu adoraria ter), e assim ele conseguisse a simetria que tanto valorizava.
Em contraste com o tipo de treino da maioria dos bodybuilders, Gary é um adepto de treino de alto volume, tanto em off-season como em pré-contest.

JAY CUTLER
A carreira de Jay começou aos 18 anos de idade. Nessa época havia tomada a decisão de se tornar profissional no bodybuilding. "No começo eu não sabia direito como fazer. Lia alguma rotina de treino nas revistas, e aplicava tudo errado. Usava pesos demais, querendo impressionar as pessoas.Também fazia muitas repetições. Chegava a fazer 25 séries para os bíceps, e 25 para os tríceps. E os conselhos que eu recebia nas academias não ajudavam muito: alguns caras diziam que eu devia comer muita manteiga de amendoim com macarrão, e outros recomendavam lasanha, e nada de aeróbicos. Quando me dei conta, em vez de um corpo musculoso, eu havia ficado um gordo."
Jay sempre diz se lembrar de como olhava para os caras grandes da academia, e dos rostos que via nas revistas de musculação. E vê esses mesmos fatores nos garotos que estão começando agora: "Vejo muitos jovens que estão indo para o caminho errado, e sempre que tenho a chance, procuro dar alguma orientação. Tenho consciência da minha influência hoje, pelos títulos que consegui no esporte. E isso é muito importante para mim, porque muitos desses meninos pode ser mal influenciados. Minha mensagem é simples: vá com tudo, e não seja negativo sobre as coisas que quer alcançar".
Uma coisa que muita gente desconhece, principalmente no Brasil, é que Jay Cutler é voluntário no Umass Worcester Hospital, com sedes em vários estados dos EUA. "Eu visito as crianças, e tento motivá-las, e trazer um pouco de conforto e alegria. Elas adoram o Jay Bodybuilder, e acham que se trata de algum super-herói dos quadrinhos. Procuro sempre ter um tempo para esse tipo de atitude, e auxiliar outras pessoas mais necessitadas, e faço isso por mim também, porque acho que assim coisas boas sempre estão retornando."
Outra curiosidade sobre o atual Mr. Olympia é que ele, definitivamente, não é um cara chegado a festas, a baladas. Jay é casado com a mesma namorada de anos, e raramente sai à noite, preferindo mesmo respeitar o tempo de descanso, ao contrário de muitos profissionais do bodybuilding, que adoram pregar a importância de sono, do descanso, da vida regrada, mas na realidade se acabam em noitadas, e depois reclamam que não conseguiram as colocações que mereciam nos campeonatos.

DORIAN YATES
Na história do fisiculturismo mundial, sempre houve campeões que marcaram um período do esporte. Arnold mostrou que era possível que atletas de mais de 1.80 m pudessem atingir mais de 110 Kgs com excelente forma física. Lee Haney apareceu trazendo uma combinação de tamanho e simetria raras vezes igualada. Mas se tem um atleta que definiu a era "freaky", a era das aberrações, dos monstros, esse foi Dorian Yates. Dorian deu um novo impulso as competições, deixando claro o aviso de que se o cara não fosse G-R-A-N-D-E podia perder as esperanças de ganhar alguma coisa. E qual era o grande diferencial dele em relação aos outros competidores? Com que grupo muscular ele conseguiu fazer a diferença? Costas. Dorian demolia seus competidores nas poses em que os dorsais tem destaque. Não é a toa que outro grande fenômeno do bodybuilding, o mutante Ronnie Colleman, seguiu o mesmo caminho. Quer ser grande? Costas. Sem costas, sem dorsais, pode esquecer.

KEVIN LEVRONE
Um dos grandes competidores do Olympia da era de Dorian Yates, conseguiu ainda chegar a ameaçar o reinado de Ronnie Coleman, o que mostra como esse autêntico FREAKY conseguiu se manter no topo do esporte por anos, e entre os melhores.
Curiosamente, hoje em dia começa a ficar cada vez mais popular, graças aos treinos defendidos pelo grande Milos Sarcev, o uso de um alto volume de repetições. Só que a alguns anos atrás, já tinha gente seguindo esses princípios, e um deles era Levrone.
PALAVRAS DO ATLETA: “Quanto mais tempo passei treinando, mais adquiri maturidade, e aprendi a dominar os movimentos dos exercícios. No caso das pernas, ganhei volume com muita facilidade, porque me dediquei demais a esse grupo muscular, já que todos diziam que treinar pernas era o mais difícil, e como sempre gostei de superar limites, passei a dar total dedicação a esses treinos.
Antes de me profissionalizar, fazia séries de 8 a 6 repetições, chagando a falha total. Claro que minhas pernas respondiam bem, mas depois, com as primeiras competições sérias, passei a entender que não era só uma questão de volume, mas também de muita qualidade. Proporção e separação muscular são ainda mais importante que o tamanho em si, e isso não se consegue apenas com o treino básico. Tive de incorporar outros exercícios, e tentar isolar a musculatura que estava atuando. Por isso deixei o Agachamento Livre de lado, e adotei o uso de aparelhos, como o Hack Squat. Mudei para o treino de alto volume, com 15 a 20 repetições,e movimentos mais controlados, e sempre com tensão constante, sem travar os joelhos.”



TREINAMENTO:
O treinamento vai seguir a tabela abaixo:
TABELA:


2ª e 6ª feira
3ª e sábado
4ª
5ª
SEMANA 01
Pernas completo
Peito, Ombro, Tríceps
DESCANSO
Costas, bíceps e panturrilha
SEMANA 02
Costas, bíceps e panturrilha
Pernas completo
DESCANSO
Peito, Ombro, Tríceps
SEMANA 03
Peito, Ombro, Tríceps
Costas, bíceps e panturrilha
DESCANSO
Pernas completo
SEMANA 04
Pernas completo
Peito, Ombro, Tríceps
DESCANSO
Costas, bíceps e panturrilha
SEMANA 05
Costas, bíceps e panturrilha
Pernas completo
DESCANSO
Peito, Ombro, Tríceps
SEMANA 06
Peito, Ombro, Tríceps
Costas, bíceps e panturrilha
DESCANSO
Pernas completo
SEMANA 07
Pernas completo
Peito, Ombro, Tríceps
DESCANSO
Costas, bíceps e panturrilha
SEMANA 08
Costas, bíceps e panturrilha
Pernas completo
DESCANSO
Peito, Ombro, Tríceps








TREINAMENTO:
PERNAS COMPLETO: Vamos usar os mesmos exercícios do Kevin Levrone, substituindo apenas o agachamento no Hack pelo agachamento completo e livre, e ainda alterar as repetições. Queremos volume muscular e não melhorar as formas. Isto será para depois.
PRIMEIRO E QUINTO DIA DO TREINAMENTO ou 2 e 6ª FEIRA -  PERNAS COMPLETO
QUADRÍCEPS
1) EXTENSÃO DE PERNAS NA CADEIRA
AQUECIMENTO - 2 séries de 15 a 20
SÉRIES - 4
REPETIÇÕES -  10
Descanso -  40 segundos
Trabalha: Trabalha melhor a parte frontal do quadríceps por isolá-lo.
Execução: Sentado com os joelhos flexionados a 90°, encoste a tíbia no assento do aparelho e a região lombar da coluna no encosto O apoio dos pés deve estar sobre os tornozelos. Faça uma contração do quadríceps para estender os joelhos, segurando por um instante na fase final do movimento ( joelhos estendidos). Depois abaixe controlada-mente até o ponto de partida. Os dedos dos pés devem apontar para frente. Direcioná-los para dentro trabalhará mais a parte externa do quadríceps, enquanto que para fora, colocará mais ênfase na parte interna.

2) AGACHAMENTO LIVRE E COMPLETO
SÉRIES -  4
REPETIÇÕES -  8 Á 10
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Quadríceps, glúteos e posterior das coxas. Foco parte exterior do quadríceps.
Execução: Mantenha uma distância entre os pés similar a largura dos ombros. Com as costa retas, desça  o corpo completamente,  Quando subir não estenda completamente as pernas pois este movimento é de descanso, mantenha um pouco flexionada e volte a agachar.

3) LEG PRESS 45°
SÉRIES – 6
REPETIÇÕES -  8 Á 10
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Quadríceps, posterior das coxas, glúteos, panturrilhas e flexores do quadril.
Execução: Sente-se na máquina com as costas no apoio e distância entre os pés similar a largura do quadril. Empurre o peso para cima até suas pernas ficarem retas. Lentamente desça o peso até a amplitude máxima.


FEMURAL

4) FEMURAL EM PÉ OU NA CADEIRA FLEXORA
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 10 Á 12
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Conjunto dos músculos posteriores da coxa, cabeças longa e curta.
Execução: Em pé, tronco apoiado sobre o suporte, joelho caçado, perna em extensão, tornozelo posicionado sob o apoio: inspirar e flexionar o joelho. Expirar no final.
Kevin Levrone usava todos os ângulos possíveis, colocando a perna que erguia o peso virada mais para dentro, no meio, ou mais para fora, o que permite que se estimule os femurais de vários pontos diferentes. Tende manter o tronco o mais imóvel que for possível, movimentando apenas a perna, isolando totalmente a musculatura a ser trabalhada.

5) MESA FLEXORA
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 10 Á 12
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Conjunto dos músculos posteriores da coxa, assim como gastrocnêmios.
Execução: Deitado ventralmente no aparelho, mãos sobre os pegadores, pernas estendidas, tornozelos sob os apoios: - inspirar e realizar uma flexão simultânea das pernas, tentando tocar as nádegas com os calcanhares. Expirar no final do esforço.
OBS.: Levrone se posicionava nesse banco de modo diferente: ele erguia o tronco, sem deixar que seu peito ficasse apoiado no banco. Essa posição isola o femural com mais eficiência, e ainda aumenta o ângulo de contração do exercício



6) STIFF
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 10 Á 12
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Glúteo máximo e posterior da coxa.
Execução: Segurar a barra com uma boa empunhadura, podendo ser uma pegada invertida para suportar maior carga, com a força concentrada nos músculos que movem os quadris, realizar uma extensão dos mesmos. Quando ficar ereto, não jogar as costas para trás. Este movimento vai aliviar os femurais. Manter os joelhos estendidos ao abaixar o máximo corpo. Todo o posicionamento igual ao Terra, exceto que os joelhos estarão estendidos e não jogar as costas para trás quando estiver ereto.

7) PANTURRILHA EM PÉ NA MAQUINA
SÉRIES – 4
REPETIÇÕES – 15
Trabalha: Sóleo e cabeças média e lateral do gastrocnêmio
Execução: em pé costas retas, ombros sob as partes almofadadas do aparelho, a parte dianteira dos pés apoiadas sobre o calço, os tornozelos em flexão passiva: realizar uma extensão dos pés mantendo sempre a articulação dos joelhos em extensão. É importante realizar a flexão completa para alongar bem os músculos.

Descanso - 30 segundos
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SEGUNDO DIA DO TREINAMENTO OU 3ª  e SÁBADO – PEITO / OMBRO /  TRÍCEPS:
PEITORAL;
1)      SUPINO RETO COM BARRA OU COM HALTERES 
OBS.: Na semana que for treinar o peitoral duas vezes, faça um dia com barra e o outro dia com halter.
MÉTODO: PIRÂMIDE ( vá aumentando o peso a cada série )
SÉRIES – 6
REPETIÇÕES – 15 /  10  / 8  / 6  / 6 / 4
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Peitoral maior, menor, tríceps, feixe anterior do deltóide, serráteis anteriores
Execução supino reto com barra: Deite-se no banco com as pernas também apoiadas. Retire a barra do suporte com a pegada inferior e abaixe lentamente os braços.  Deixe seus cotovelos ao lado do corpo o mais baixo que conseguir. Contraia seu abdome, mantenha os ombros alinhados e erga o peso.

2) SUPINO INCLINADO COM BARRA OU COM HALTERES 
OBS.: Na semana que for treinar o peitoral duas vezes, faça um dia com barra e o outro dia com halter
MÉTODO: PIRÂMIDE ( vá aumentando o peso a cada série )
SÉRIES – 6
REPETIÇÕES – 15 /  10  / 8  / 6  / 6 / 4
Descanso - 40 segundos
Trabalha:  Peito, ombro e tríceps
( principalmente os feixes claviculares do peito, também  a porção anterior dos deltóides, serrátil anterior e o peitoral menor)
Execução: supino inclinado com halteres: Incline o banco a uma posição não mais que 60 graus. Segure os pesos logo acima do peito e eleve-os, mantendo o antebraço sempre na VERTICAL. Volte a posição inicial.


3) CRUCIFIXO COM HALTERES
OBS.: Tente fazer como o Arnold, com os  pés elevados para isolar mais ainda o peitoral
SÉRIES – 5
REPETIÇÕES – 10 / 8 / 8 / 8 / 6
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Peitorais Maiores, aumenta a expansão torácica.

Execução: Deitado sobre um banco estreito para não atrapalhar o movimento das escápulas, as mãos segurando halteres, os braços estendidos ou os cotovelos levemente flexionados para aliviar a articulação: - inspirar e abrir os braços até a horizontal; - elevar os  braços até a vertical expirando; provocar uma pequena contração isométrica no final do movimento para acentuar o trabalho sobre a parte esternal dos peitorais. Tente fazer com os pés elevados.

4) PARALELAS
OBS.: Para trabalhar mais o peitoral nas paralelas o corpo tem que ficar mais inclinado possível. Se ficar muito na vertical, irá trabalhar mais o tríceps.
SÉRIES – 5
REPETIÇÕES – 15 / 10 / 8 / 8 / 8
Trabalha: Alonga o peitoral maior e flexibiliza a cintura escapular
Execução: Apoiado sobre as barras paralelas, os braços estendidos, as pernas no vazio: inspirar e flexionar completamente os antebraços sobre os braços para levar o tronco no nível das barras; efetuar a repulsão e expirar no final do esforço.






OMBRO;
5) DESENVOLVIMENTO COM HALTERES
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 8 á 5
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Deltoíde, trapézio, serrátil anterior
Execução: Sentado, e as costas retas, segure um par de halteres na altura dos ombros e mantenha os cotovelos abertos. Eleve os braços e mantenha sempre o antebraço na vertical, com atenção pois quem faz o movimento de subida é o braço. O antebraço é consequência. 





6) ELEVAÇÃO LATERAL COM HALTERES
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 12 á 8
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Deltóide, principalmente sua porção média
Execução: Jay Cutler executava de várias maneiras, com cabos, unilateralmente, com dois halteres ao mesmo tempo e passando um pouco acima da linha dos ombros. 
De pé ou sentado, segure um halter em cada mão ao lado do corpo. Mantenha as costas retas. Eleve os braços horizontal e lateralmente até a altura dos ombros ou passando um pouco, com os cotovelos um pouco flexionados. Retorne a posição inicial.

7) ELEVAÇÃO POSTERIOR COM HALTERES
SÉRIES – 2
REPETIÇÕES – 10  á  8
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Conjunto dos ombros, acentuando o trabalho do feixe posterior do deltóide.
Execução: Em pé, as pernas afastadas e discretamente flexionadas, o tronco inclinado para a frente mantendo as costas retas, os braços pendentes, as mãos segurando halteres, cotovelos levemente flexionados: inspirar e elevar os braços até a horizontal. Expirar no final do esforço.





8) ELEVAÇÃO COM HALTERES PARA O TRAPÉZIO
SÉRIES – 4 á 6

REPETIÇÕES – 12 á 8
Trabalha: Parte descendente do trapézio, o levantador da escápula, a parte transversa dos trapézio e os rombóides durante a aproximação das escápulas.
Execução: Em pé, membros inferiores levemente afastados, cabeça bem ereta ou um pouco inclinada para frente, membros superiores relaxados ao longo do corpo, um halter em cada mão:  elevar as escápulas,  e em seguida retornar a posição inicial
Descanso - 40 segundos




TRÍCEPS
9)      EXTENSÃO EM PÉ COM CABOS
SÉRIES – 6
REPETIÇÕES – 12
Descanso - 40 segundos

Trabalha: Tríceps e o ancôneo
Execução: Em pé, frente a aparelho, as mãos sobre o puxador, cotovelos ao longo do corpo: inspirar e realizar uma extensão dos antebraços, tomando cuidado para não afastar os cotovelos do corpo. Expirar no final do movimento.



10)  TRÍCEPS TESTA COM BARRA W
SÉRIES – 6
REPETIÇÕES – 12 á 10
Descanso - 40 segundos

Trabalha: Barra descida até o nível da fronte: vastos medial e lateral. Abaixo da fronte, porção longa do tríceps.
Execução.:  Deitado sobre um plano horizontal, pegada na barra em pronação, os braços verticais: inspirar e realizar uma flexão dos antebraços até a altura das sobrancelhas, tomando cuidado de não afastar muito cotovelos. Não esticar muito os braços para não perder a tensão sobre o tríceps. Retornar a posição inicial e expirar no final do esforço.


11) COICE – EXTENSÃO UNILATERAL COM HALTERES
SÉRIES – 6
REPETIÇÕES – 12 á 10
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Excelente para congestionar o conjunto do tríceps.
Execução: Em pé, pernas discretamente flexionadas, o tronco inclinado para a frente mantendo as costas retas. O braço na horizontal, ao longo do corpo, com o cotovelo flexionado: - inspirar e realizar uma extensão do antebraço. Expirar no final do movimento.

12) EXTENSÃO EM PÉ COM CORDAS
SÉRIES – 6 á 8
REPETIÇÕES – 8 á 6
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Trabalha melhor a porção longa do tríceps alongando-o.
Execução: De costas para um aparelho crossover, com uma corda pressa na parte baixa da máquina, estender o antebraço até que as pontas fiquem na mesma altura da cabeça, sem ultrapassar este ponto.

13) PARALELAS
SÉRIES – 6 á 8
REPETIÇÕES – 15 á 12
Descanso - 40 segundos
OBS.: Para trabalhar mais o tríceps nas paralelas o corpo tem que ficar mais na vertical possível. Se ficar muito inclinado, irá trabalhar mais o peitoral.
Trabalha: Vasto lateral e medial, porção longa do tríceps.
Execução: Apoiado sobre as barras paralelas, os braços estendidos, as pernas no vazio, o corpo o mais na vertical possível: inspirar e flexionar completamente os antebraços sobre os braços para levar o tronco no nível das barras; efetuar a repulsão e expirar no final do esforço.

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TERCEIRO DIA DE TREINAMENTO OU NA QUARTA FEIRA – DESCANSO
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QUARTO DIA DE TREINAMENTO OU QUINTA FEIRA – COSTAS / BÍCEPS / PANTURRILHA
COSTAS
1)      REMADA SENTADA
AQUECIMENTO – 2 SÉRIES  DE 15 REPETIÇÕES
SÉRIES - 3
REPETIÇÕES – 8 á 6
Descanso - 40 segundos
Trabalha: A parte espinal dos deltóides e a parte transversa dos trapézios.
Execução: Sentado em frente ao aparelho, pés sobre os apoios, tronco flexionado: inspirar e levar a barra até a base do esterno, estendendo a coluna e os ombros, puxando o cotovelo para trás o mais distante  possível. Expirar no final do movimento.






2)      PULLOVER
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 8 á 6
Descanso - 40 segundos
Obs.: Dorian usava fazer o pullover na máquina, mas como é díficil encontrarmos academia com este aparelho, a demonstração é com halteres.
Trabalha: Peitoral maior em espessura, a cabeça longa do tríceps, o redondo maior, o grande do dorso, serrátil anterior, o rombóide e o peitoral menor.
Execução: Deitado sobre um banco, pés apoiados contra o solo, um halter seguro pelas duas mãos, braços estendidos, os discos repousando sobre as palmas, polegares e indicadores circundando a barra: inspirar e descer o halter atrás da cabeça flexionando levemente os cotovelos. Expirar  ao retornar a posição inicial. Se colocar transversalmente sobre um banco horizontal tem o objetivo de a pelve ficar mais baixa do que a cintura. É importante inspirar ao máximo no início do movimento e somente expirar no final da sua execução

3)      PUXADA COM PEGADA EM SUPINAÇÃO
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 8 á 6
Descanso - 40 segundos
OBS.: Caso não tenha a máquina como a da foto, faça no pulley com uma barra com pegada em supinação na mesma largura dos ombros.
Trabalha: Latíssimo do dorso e o redondo maior, trapézio, rombóide.
Execução no Pulley: Com uma barra reta pressa na parte alta da máquina, faça uma pegada em supinação ( punhos voltados para você ) a largura dos ombros. Inspire e traga a barra até o esterno, expirando neste momento.





4) REMADA CURVADA LIVRE COM PEGADA EM SUPINAÇÃO
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 8 á 6
Descanso - 40 segundos
OBS.:  Na foto o Dorian Yates está executando com pegada em pronação, mas vamos fazer com pegada ao contrário, ou seja, em supinação como ele gostava de fazer.
Trabalha: Latíssimo do dorso, redondo maior, parte espinal do deltóide, flexores do cotovelo, rombóide e trapézio.
Execução: Em pé, joelhos levemente flexionados, tronco inclinado a 45°, costas bem retas, barra segura em supinação ( inverso da fig. ), mãos afastadas além da largura dos ombros e membros superiores pendentes: - inspirar e realizar um bloqueio respiratório e uma contração isométrica da região abdominal, puxar a barra até o peito, com atenção pois é o BRAÇO  que faz o movimento e o antebraço é consequência.

5)      PUXADA FRONTAL PEGADA ABERTA
SÉRIES – 3
REPETIÇÕES – 8 á 6
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Fibras superiores e centrais do latíssimo do dorso, trapézio, rombóide.
Execução: Segure a barra com pegada aberta e distância maior que a largura dos ombros, em pronação: inspirar e puxar a barre até a incisura supra-esternal, insuflando o tórax, levando os cotovelos para baixo. Expirar no final o movimento.





BÍCEPS
6) ROSCA DIRETA COM BARRA
SÉRIES – 4
REPETIÇÕES – 10 / 8 / 6 / 6
Descanso - 40 segundos
Trabalha:  Bíceps, braquial e, em menor extensão o braquiorradial, pronador redondo e flexores do punho e dedos.
Execução: Com suas mãos e ombros afastados, agarre a barra na mesma largura que os seus ombros. Nunca balance o peso, levante a barra em direção ao seu peito em forma de semi-arco. Mantenha seus cotovelos sempre na mesma posição, ao lado do seu corpo. Levante o peso o mais alto que puder e contraia o bíceps para bombear o máximo de sangue nesta área. Desça lentamente, sempre resistindo até que os braços fiquem totalmente esticados. Arnold fazia uma pegada um pouco maior que a largura dos ombros. Aumente o peso a cada repetição.

7) ROSCA INCLINADA COM HALTERES
SÉRIES – 5
REPETIÇÕES – 10 á 8
Descanso - 40 segundos
Trabalha:  Bíceps
Execução: Com o banco em 45°, segure um halter em cada mão com os polegares próximos a anilha ( ao invés de segurar no meio). Sente-se no banco com os braços para baixo, palmas voltadas para dentro. Ao subir os pesos, gire os punhos até que as palmas fiquem viradas p/ você no ponto mais alto do exercício. Para voltar a  posição inicial desça o antebraço o máximo possível, alongando-o.
8) ROSCA ALTERNADA COM HALTERES
SÉRIES – 5
REPETIÇÕES – 10 á 8
Descanso - 40 segundos

Trabalha: Braquiorradial, braquial, bíceps do braço.
Execução: Sentado ou em pé, um halter em cada mão, mantido com os pulsos voltados para o corpo, inspirar e flexionar os antebraços sobre os braços, realizando uma rotação do punho para o exterior antes da chegada do antebraço na horizontal; Concluir a flexão elevando os cotovelos, expirar no final do movimento. Manter sempre os braços colados ao corpo

9) ROSCA CONCENTRADA
SÉRIES – 5
REPETIÇÕES – 12 á 10
Descanso - 40 segundos
Trabalha:  Bíceps e o braquial
Execução: Sentado, com um halter mantido em supinação, o cotovelo apoiado sobre a face interna da coxa: inspirar e realizar uma flexão do antebraço, expirar  no fim do esforço. Arnold  não se apoiava em nada, fazia de forma completamente livre.


10 ) PANTURRILHA SENTADO NA MÁQUINA
SÉRIES – 4
REPETIÇÕES – 15
Descanso - 40 segundos
Trabalha: Sóleo
Execução: Sentado na máquina, a porção inferior das coxas sob a parte almofadada, a porção anterior dos pés sobre o apoio, os tornozelos em flexão passiva: Realize uma extensão dos pés

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MEIOS MOVIMENTOS / ARNOLD SCHWARZENEGGER

Olá galera!
Na próxima semana voltaremos a falar sobre treinamento. Esta semana vamos falar dos MEIOS MOVIMENTOS e sobre o grande ARNOLD.
Estava navegando no site TREINO PESADO que sou assinante e encontrei um artigo do Betão Marcatto falando sobre MEIOS MOVIMENTOS. Ele diz que tem observado o aumento do fenômeno do MEIO MOVIMENTO. Caras que enchem a barra ou outros aparelhos com anilhas e fazem apenas um movimentozinho, pela metade e as vezes nem mesmo isto. Por incrível que pareça, tenho observado o mesmo.  Estes movimentos incompletos não vão levar a nada. Não adianta encher de anilhas e o movimento ficar incompleto. As fibras musculares não serão recrutadas.  Temos que deixar o orgulho de lado, abaixar a carga e fazer o movimento completo. Desta forma, com a carga no nosso limite, a amplitude do movimento correta, os resultados aparecerão. Outro dia um amigo me pediu ajuda para fazer o crucifixo. Ele montou dois pares de halteres com 50 Kg e iria fazer série decrescente. Quando vi pensei, - “ Ele está possesso mesmo, fazer crucifixo com esta carga”. Ao fazer o exercício, observei que o movimento que ele fazia era de supino e não de crucifixo. Falei para ele e ele me respondeu que estava fazendo com a pegada bem aberta e etc...Ele não estava fazendo crucifixo. O Crucifixo é um exercício para o peitoral, chamado de MONOARTICULAR, ou seja, não utiliza de outros músculos para ajudar no movimento. Já o supino tem ajuda do tríceps, do ombro. O crucifixo correto, os braços ficam quase que totalmente estendidos, desta forma trabalharemos de forma isolada o peitoral. Neste mesmo dia vi alguém elogiando um aluno dizendo que ele estava forte. Olhei para ver o que ele fazia. Ele estava em uma máquina de agachamento, só havia espaço para uma anilha de cada lado. Quando ele começou a fazer, o movimento não era nem parcial, ele descia apenas cerca de 45°. O que adianta isto?
Tenho observado estes meios movimentos em todos os tipos de agachamento, no supino, na cadeira extensora, na rosca com barra, enfim em quase todos os exercícios.
Como disse o Betão, é fácil perceber o que está acontecendo: quem realiza a prática do meio movimento não está treinando pra si próprio, está treinando para os outros. Quer, a qualquer custo, mostrar que levanta uma carga enooooorme, muito peso, muitas anilhas. Como sempre tem um amigo paga-pau que elogia, lascou tudo, essa prática completamente errada ganha mais e mais adeptos por aí.
Vejam o que disse mais o caro Betão: “Não apenas no agachamento, mas em todos os demais exercícios de perna, use a amplitude completa. É comum vermos pessoas nas academias lotarem as barras, o Leg Press ou o Hack Machine com cargas enormes e depois fazerem movimentos parciais (ou nem isto as vezes). De nada adiantará para seu desenvolvimento. E depois, é muito mais impressionante vermos um individuo com 100Kg na barra livre por exemplo, fazendo o movimento completo, com amplitude máxima e total controle, do que ver um “enganador” colocar 200Kg e mal vermos ele movimentar as pernas. Em minha opinião, é melhor engolir o orgulho, reduzir as cargas e até ser chamado de “frango” pelos “enganadores” mas daqui a um ano estar com pernas fantásticas e levantando pesos monstruosos e com movimentos dignos de um guerreiro, do que passar o resto da vida enganando a si mesmo e tirando de suas pernas, a chance de se tornarem majestosas.”

“Roubar” no treinamento pode até ser feito, mas não desta forma. Os grandes fisiculturistas costumam roubar quando o número de repetições previstas já foram cumpridas, aí o músculo já está esgotado.


TOM PLATZ
Tom Platz um grande fisiculturista do passado quando não conseguia outra repetição sozinho, um parceiro de treino ajudava-o com suas mãos. Quando ele não conseguiu realizar outra repetição assistida, ele fazia repetições parciais, pela metade. Quando ele não conseguia realizar outra repetição parcial, ele fazia um quarto de repetição ou até menos - apenas movendo-se, mas mantendo-se ativo como se tivesse um maçarico em suas células até não suportar mais e admitir a derrota.
Platz, que terminou em 3º lugar no Mr.Olympia de 1981, destacava-se principalmente pelas suas pernas e pelos exercícios brutais que usou para construí-las. Pesando menos que 104 Kg, ele agachou com 288 Kg para 15 repetições, 158 Kg para 52 repetições e 102 Kg por consecutivos 10 minutos, sem contar repetições - presumivelmente, não no mesmo treino, mas com ele, tudo era possível.




DEPOIMENTO DO ARNOLD SCHWARZENEGGER

COMO EU CHEGUEI NOS 56 cm – BÍCEPS – Por Arnold Schwarzenegger
Logo que me envolvi com a musculação, com 15 anos de idade, na Áustria, eu já tinha 1,80 cm, mas pesava apenas 70 kg. Uma das coisas que eu tinha mais vergonha era o tamanho dos meus braços, principalmente depois de ver as fotos de vários atletas nas revistas americanas de musculação. Mas eu pensava que, se eles tinham conseguido desenvolver físicos como aqueles, eu também poderia. O primeiro momento em que eu vi as fotos de Reg Park na Muscle Builder, eu decidi que ele era definitivamente o melhor fisiculturista que eu precisava imitar. Meu plano era simples. Reg era enorme e musculoso, com braços fantásticos, eu precisava desenvolver um físico como aquele e também chegar ao Mister Universo, e quanto mais rápido melhor. Desenvolver braços, especialmente meus bíceps, tornaram-se um fator de grande importância. Eu tinha muita paixão, entusiasmo ilimitado para treinar e total confiança para conseguir meu objetivo. Mesmo na idade que eu tinha, eu já entendia o poder da visualização e do pensamento positivo. Na minha mente eu já tinha planejado toda a minha vida, e isso incluía desenvolver um físico como o de Reg Park, me tornando o melhor fisiculturista do mundo, morando na América, trabalhando no cinema e conseguindo dinheiro e fama. Ninguém conseguiria me impedir, a não ser eu mesmo, e isso não ia acontecer. Enquanto eu mantivesse uma atitude positiva, e me lembrasse do meu plano, tudo daria certo. Eliminei pensamentos negativos da minha mente e expressões como não posso e não consigo foram riscadas do meu vocabulário.




Meus braços ganharam o tamanho que eu quis porque eu nunca criei limites. Quando treinava meus bíceps eu não os via como carne e sangue, mas como montanhas. Eu fazia meus exercícios imaginando meus braços crescendo a todo momento. Essa visualização era essencial se eu quisesse ganhar o volume necessário para vencer o Mr. Olympia. Você precisa ter confiança na sua rotina, nos exercícios que escolheu para fazer, e no seu talento para desenvolvê-los. Quando treinava na Áustria e na Alemanha, antes de ir para a América, minha rotina consistia de 4 exercícios: rosca direta, rosca Zottman, rosca alternada com halteres (o favorito de Reg Park) e rosca concentrada. Tendo certeza que estava fazendo os melhores exercícios, eliminei qualquer dúvida ou sensações negativas que podia ter, treinando com muito mais entusiasmo e energia.
Quando cheguei à América, comecei a treinar na academia de Vince Gironda, e depois mudei para a Gold´s Gym. Todo mundo fazia rosca Scott na academia de Vince porque era o exercício que Larry Scott usava para desenvolver seus incríveis braços. Larry tinha vencido o Olympia duas vezes seguidas, e naturalmente eu também tentei esse exercício, mas nunca funcionaram bem para mim. Eu não eliminei totalmente a rosca Scott da minha rotina, mas só fazia de vez em quando, para acrescentar um estimulo extra. Na verdade, já no final da minha carreira competitiva, eu passei a gostar mais desse movimento, mas sempre tive mais confiança na rosca direta e nas roscas com halteres. Quero dizer com isso que você precisa achar os exercícios que melhor te atendem e permanecer com eles. Franco Columbo tinha dificuldades em isolar seus bíceps quando fazia rosca direta. Seus poderosos deltóides acabavam gerando grande auxilio no exercício, impedindo que os bíceps fizessem o trabalho necessário. Ele teve que descobrir outros métodos para isolar esse grupo muscular. Isso também mostra que o que serve para um campeão pode não servir para outro. Talvez meus bíceps tenham se tornado meu melhor grupo, porque eu os treinei com mais frequência. Eu adorava a sensação do pump que acontecia. Quando comecei a treinar eu nem tinha noção da importância dos tríceps para o tamanho dos braços, e sempre priorizei os bíceps. Passava o dia contraindo meus braços. Essa prática me deu uma habilidade melhor para senti-los e controlá-los. Como fisiculturista, você deve tentar erguer o peso, sentindo que o músculo faz todo o trabalho. Deve tentar manter o estresse e a tensão constantes no músculo, mantendo a mente em contato direto com o músculo trabalhado.
Eu costumava fazer rosca alternada com halteres de menos de 25 kg, e muitos colegas perguntavam por que eu não usava halteres mais pesados, já que eles mal tinham 45 cm de braço, e faziam esse exercício com halteres de 50 kg. O problema é que não conseguiam executar o movimento da forma correta, e não isolavam seus bíceps, acabando por utilizar outros grupos musculares para fazer o movimento. Quando o peso está muito pesado? Quando você tem a sensação de que o músculo principal não está trabalhando sozinho, e outros grupos começam a ajudar. Muitos iniciantes e intermediários pensam em “treinar da forma correta” e “treinar roubando” como conceitos muito claros, preto e branco. Mas não são. Todos os campeões utilizam o corpo todo enquanto treinam, o segredo é aprender a dosar essa ajuda nos seus exercícios. Quando eu queria fazer um treino mais pesado escolhia uma carga que só me permitisse 3 a 4 repetições e utilizava meu corpo todo para tentar executar 8 repetições.
Vá pela sensação. Que quantidade te dá o melhor pump no músculo? 50 kg em 10 repetições ou 70 kg em 6? Se você consegue fazer com 70 kg, 3 repetições de forma correta, e 3 roubando, não importa o peso, desde que seus bíceps estejam isolados. Mas vamos pensar que você consiga 80 kg em 2 repetições corretas e mais duas roubando, e perca a sensação do músculo trabalhado nessas duas últimas. Nesse caso, você deve reduzir as cargas. Na medida que sua técnica e força melhorem, você pode ir acrescentando mais peso aos exercícios.
Um dos grandes segredos está em saber treinar com o máximo de dedicação para conseguir o máximo de resultados. Não se consegue desenvolver braços grandes sem um treino duro e dedicado. Eu digo brutalmente duro. Cada série deve levar o músculo a completa exaustão e além, usando repetições forçadas, drop-sets e outros métodos.
Eu gostava de dividir minha rotina de bíceps em dois grupos distintos: um com movimentos corretos e outro utilizando “roubo”. Nos movimentos corretos, eu fazia com que meu braço ficasse em contato com alguma superfície, como na rosca concentrada, ou rosca Scott. Já no outro caso, isso não acontecia, no caso da rosca direta e da rosca alternada. Eu sempre preferi esses tipos de exercícios, dos movimentos livres.
Meus dois principais exercícios para ganhar massa eram a rosca direta (usando o roubo) e a rosca com halteres, no banco inclinado. Treinava duas vezes por semana, com cargas pesadas, 5 series de 6 a 10 repetições de cada. Já nos exercícios de qualidade, preferia rosca alternada com halteres e rosca concentrada, também com 5 séries de 6 a 10 repetições. Esses 4 exercícios, normalmente, constituíam minha rotina de bíceps. Se os fizesse corretamente, não precisava de nenhum outro.
1. Rosca direta roubando: Esse era o meu principal. Usava mais peso que o normal para sobrecarregar os bíceps. Mas, você deve ter cuidado, para fazer com que o exercício seja mais difícil e não mais fácil. Qualquer um pode encher uma barra de peso e fazer movimento, usando o corpo todo para isso. Aprender como executar a rosca direta dessa maneira leva algum tempo. Usava uma pegada na barra com uma largura um pouco maior que a dos meus ombros, tendo o cuidado de que na parte superior do movimento não deixar a barra descansar no ombro, para que os bíceps não perdessem a contração. Faça 1 x 10, 1 x 8, 2 x 6. Sua última série tem que ser a mais pesada, se puder arrume um parceiro para lhe ajudar.
2. Rosca inclinada com halteres: Nesse segundo exercício eu utilizava um banco inclinado, e o segredo aqui é conseguir a máxima extensão dos braços ao descer os halteres. Uma regra básica é que quanto mais o músculo for alongado no início do movimento, maior pode ser a contração no final. Faça 5 séries de 8 a 10 repetições.
3. Rosca alternada com halteres: Esse é um grande exercício para os bíceps, que permite isolar com eficiência esse grupo muscular. Faça sempre supinando os pulsos, aumentando a contração do músculo. Lembre-se, somente os antebraços se movimentam. Procure manter os bíceps colados ao lado do tronco.
4. Rosca concentrada com halteres: Esse exercício é fantástico para dar a forma de picos ao bíceps. Muitas pessoas fazem sua rosca concentrada sentadas em um banco, ou apoiando o braço nos joelhos, eu prefiro a forma livre, sem apoiar o braço em nada, mas mantendo sempre a forma correta. Faça 5 series de 10 a 12 repetições com cada braço.

TRÍCEPS – Meus tríceps demoraram muito tempo para alcançarem o mesmo nível dos bíceps. Eu simplesmente negligenciava o treino desse grupo muscular nos primeiros anos de treinamento, por pura ignorância. Eu não entendia que dois terços da massa da parte superior dos braços são consequência de tríceps bem desenvolvidos. Mesmo quando venci meu segundo Mr. Universo pela NABBA, em 1968, meus tríceps ainda estavam muito atrás dos bíceps. O choque de ser derrotado por Frank Zane, no Olympia naquele mesmo ano, me acordou. Somente depois de ter me mudado para a Califórnia, é que resolvi treinar os tríceps com seriedade, sempre fazendo o dobro de séries de tríceps, em comparação ao que fazia para os bíceps. Eu queria parar com os rumores de meus adversários que diziam que o Arnold não tinha tríceps.
Logo aprendi que é preciso ter cuidado com o treino voltado para os tríceps, evitando o uso de muito peso nos exercícios. Claro que no caso de paralelas e supinos fechados, você pode carregar nos pesos, mas nos exercícios de extensão, como a rosca francesa, o uso de muito peso pode lesionar os cotovelos. Mesmo na extensão em pé, com o uso de uma máquina de cabos, o uso de cargas elevadas podem exigir mais força dos deltóides, peitoral, antebraços e até abdominais, deixando de isolar corretamente os tríceps. Existe uma linha fina que diferencia o treino pesado, do treino muito pesado. Você precisa aprender a treinar direito, sem ultrapassar essa linha. Eu consegui melhores resultados com grandes números de repetições, mais do que para os bíceps. Enquanto tive ótimos ganhos com reps entre 6 e 10 para os bíceps, com os tríceps mantive esse número entre 10 e 20. O único exercício em que aumentei ainda mais esse número foi no mergulho entre bancos, simulando a paralela, só que bem mais fácil. Esse é um grande exercício para terminar a rotina, dando um ótimo pump na musculatura.
Você precisa se lembrar que o tríceps é composto por três cabeças distintas. E você não consegue desenvolver todas essas partes com apenas um ou dois exercícios. É necessário que você use uma variedade de exercícios, com movimentos que isolem o músculo, para conseguir o máximo de desenvolvimento. Enquanto eu raramente mudava os exercícios da minha série de bíceps, para os tríceps eu sempre usei uma grande variedade de exercícios. Os que mais gosto são extensão, mas usando uma barra fixa, semelhante ao movimento da Francesa, extensão com halteres, paralelas, rosca Francesa e supino fechado. Escolhia 5 exercícios para cada dia de treino, com 6 séries para cada.
Outra dúvida. Travar ou não os cotovelos? Essa pode ser uma escolha pessoal. Pessoalmente, sempre tive melhores resultados sem travar os cotovelos no fim de cada movimento, no caso das extensões, supino fechado e paralelas. Já no kickback (extensão para trás com halteres) e extensão em pé com cabos, eu costumava travar os cotovelos.
Eu sempre mudava minha rotina de tríceps, mas esse é um exemplo de como eu treinava. Primeiro aquecia e alongava os braços. Usava alguma barra fixa horizontal, presa à parede, segurava na barra, na largura dos ombros, e descia o tronco, fazendo um movimento similar a da rosca Francesa com os braços, e ao sentir que começava a ficar aquecido, mudava o movimento para o semelhante ao do supino fechado, empurrando e voltando o tronco em direção à barra. Geralmente fazia de 3 a 5 séries de 15 a 20 repetições. Depois partia para a extensão em pé, no cabo. Fazia 2 a 3 séries de 20 reps, com uma carga de peso moderada. Mantinha meus braços juntos ao meu tronco, e sempre depois de completar as 20 reps, ainda fazia mais 6 reps parciais, descendo do início do movimento até a altura da metade do peito, e algumas vezes mudava, indo da metade do movimento, até embaixo, na parte final, contraindo os tríceps. Outras vezes eu mudava a barra, para conseguir uma pegada mais larga, e tentar outro tipo de estímulo. Isso tudo dependia do que eu achasse que era necessário, trabalhar mais a parte superior, ou a inferior dos tríceps. Em seguida eu partia para a rosca Francesa, mas sentado, e não deitado, com 5 séries de 12 repetições. Usava a barra W, e sempre tentado manter a execução o mais correta possível, tendo o cuidado de deixar os cotovelos sempre apontando para o teto da academia. Descia a barra para trás lentamente até embaixo, até que sentisse que os tríceps estavam totalmente alongados, e depois retornava para a posição inicial, mas sem travar os cotovelos. Depois era a ver da extensão unilateral com halteres, mantendo o cotovelo junto a lateral da cabeça. Desça o braço até alongar o músculo, e retorne sem travar os cotovelos. 5 séries de 12 reps para cada braço. Para finalizar, fazia o mergulho entre bancos. Esse exercício causava uma grande sensação de pump.
Algumas vezes eu pedia a algum amigo para colocar pesos sobre minhas pernas, e quando eu chegava à exaustão, os pesos eram removidos, e eu continuava o movimento até não aguentar mais. Costumava fazer 5 séries de 20 a 30 repetições. Essa era uma de minhas rotinas básicas. Se eu sentisse a necessidade de mais treino, tentava mais 5 séries de algum tipo de extensão. Algumas pessoas podem dizer que isso era muito, mas como sempre tratei cada parte do músculo como se fosse um músculo independente, essa quantidade de séries era necessária.
ANTEBRAÇOS – Nenhum artigo sobre treino de braços pode ser completo sem falar de antebraços. Algumas pessoas tem a sorte de responderem bem a séries específicas para essa parte dos braços, que crescem apenas com o esforço para segurar a barra ou halteres em um determinado exercício. Eu não tinha essa sorte. Assim como meus tríceps, eu não me importava com treinos para essa região. Meus antebraços não eram pequenos, mas eram desproporcionais ao desenvolvimento da parte superior dos braços. Quando cheguei na América, e vi os incríveis antebraços de Sergio Oliva, Chuck Sipes, Bill Pearl, Larry Scott e Dave Draper, comecei a tentar rotinas para trabalhar esse músculos.
Minha rotina era baseada em rosca para o pulso e rosca direta inversa, com 5 séries para cada exercício. Fazia todos os dias, seis vezes por semana. Algumas vezes utilizava super-sets para aumentar a intensidade. Depois de alguns anos, passei a dividir essa rotina de antebraços da seguinte maneira: segundas, quartas e sextas, fazia a rosca para os pulso, deixando a barra rolar até a ponta dos dedos, e depois voltando a posição inicial, 5 séries de 10 a 15 reps, e em seguida repetia o exercício com halteres, um braço de cada vez, 5 séries de 10 a 12 reps. Nas terças, quintas e sábados, fazia a rosca direta invertida, com 5 séries de 10 a 12 reps, seguida de roca inversa no banco Scott, e novamente mais 5 séries de 10 a 12 reps. Essa era a rotina preferida por Dave Draper, conhecido pelos fantásticos antebraços.
Eu seguia esses métodos por metade do ano, enquanto estava em off-season, e treinava duas vezes por dia. Para terminar, não coloque limites no seu treino. Não acredite que só porque seus pulos tem uma determinada medida, isso quer dizer que você não pode conseguir desenvolver braços poderosos. Serge Nubret tinha pulsos finos, e consegui um excelente ganho de musculatura nos braços.
Imagine seus braços do tamanho que deseja. E treine como um animal para conseguir chegar no seu objetivo.
Você pode estar se perguntando, por que falar disso se o objetivo desse artigo é sobre treino de braços. Eu te digo porque: a menos que você entenda o poder da mente em desenvolver seus músculos, você não terá sucesso. A mente controla o corpo, e não ao contrário.

sábado, 11 de dezembro de 2010

PERDA DE PESO - CÁLCULO DE INGESTÃO DE CALORIAS


CÁLCULO DE INGESTÃO DE CALORIAS PARA PERDA DE PESO

Olá pessoal!
Esta semana veremos como se calcula a ingestão de calorias, tanto para perda de peso como para ganho. A maneira como irei demonstrar dificilmente o seu professor na academia vai lhe dizer. Até mesmo o seu nutricionista não faria desta forma. Ele simplesmente lhe daria uma dieta para fazer. Na verdade quando se planeja ganhar peso ou perder, temos que fazer um planejamento e um estudo da composição corporal, calculando até mesmo o tempo que esta dieta precisa ser feita.
 É preciso perder a gordura acumulada, não os músculos que lutamos para ganhar. Estou postando este assunto porque tenho feito um programa para ganho de peso e agora quero montar um programa para definição, ou seja, perder a massa em gordura que ganhei junto com a massa magra. Montarei uma planilha que ficará muito fácil fazer os cálculos. Quem quiser esta planilha, basta mandar um email para   gacc.mg@viareal.com.br, que a enviarei.
Temos que rever alguns conceitos antes  para entrarmos nos cálculos. Os conceitos e as fórmulas foram retirados do livro ANABOLISMO TOTAL, 7ª EDIÇÃO,  Treinamento-Nutrição-Esteroides  Anabólicos- Outros Ergogênicos, de Waldemar Marques Guimarães Neto.

CALORIAS

Uma caloria é uma unidade de medida definida, como a quantidade de calor necessária para elevar em 1 grau centígrado 1 kg de água

EQUILÍBRO ENERGÉTICO
Existe um equilíbrio energético quando a ingestão de calorias é igual ao gasto.

EQUILÍBRIO ENERGÉTICO POSTIVO
Equilíbrio energético positivo é quando a ingestão de calorias é maior que o gasto.
Para cada 3.500 calorias em excesso, cerca de 1,0 Kg de gordura será armazenado em forma de gordura no corpo.

EQUILÍBRIO ENERGÉTICO NEGATIVO
Equilíbrio energético negativo é justamente o oposto do positivo, ou seja, o gasto de calorias é maior do que a ingestão. Uma deficiência calórica de 3500 cal provocará a perda de 1,0 Kg.


VALOR METABÓLICO DE REPOUSO ( VMR )

O valor metabólico de repouso é definido como a quantidade de energia necessária para manter o funcionamento fisiológico do organismo em estado de relaxamento, acordado e em posição ortostática ( em pé ).
Existem fórmulas complicadas para calcular o VMR, mas através de um cálculo simples, pode-se ter uma boa idéia das necessidades diárias básicas. Multiplica-se o peso corporal em quilogramas por 24,2 em se tratando de homens e por 22 em se tratando de mulheres.




HOMENS:  24,2 X Peso corporal
        VMR=
MULHERES: 22,0 X Peso corporal


Agora que já revemos alguns conceitos, vamos partir para os cálculos. Vamos usar o meu exemplo, ou seja,  a minha composição corporal atual e a desejada.
Dados que precisamos calcular:
1-      VMR ( valor metabólico de repouso )?
2-      Peso corporal em gordura atual e o desejado?
3-      Peso da massa magra ( MM )?
4-      Peso a ser perdido em gordura?
5-      Quando tempo deve durar a dieta?
6-      Quantidade de calorias a ser ingerida?

A pergunta que abrange tudo isto é:
Qual deve ser a  minha ingestão calórica, já que estou pesando 70,1 kg e com 22 % de gordura corporal e tenho objetivo de, a princípio chegar a 10 % de gordura, e quanto tempo deve durar a dieta?

QUESTÃO 1) Para resolver esta questão, qual o VMR,  basta utilizar a formula:
VMR= Peso X 24,2
VMR= 70,1 X 24,2
VMR= 1.696 Kcal

QUESTÃO 2) Para o peso em gordura:
                Peso em gordura = Peso X Percentual de gordura / 100
                Peso em gordura = 70,1 X 22 / 100
                Peso em gordura = 15,42 Kg
OBS.: o percentual de gordura é obtido na avaliação física

QUESTÃO 3) Peso em massa magra( MM )
                MM = Peso atual – Peso em gordura
                MM = 70,1 Kg – 15,42 Kg
                MM = 54,68 Kg
               
Ou seja, discriminando o peso corporal do meu exemplo concluímos que do peso total
( 70,1 Kg ), 54,68 Kg é em massa magra e 15,42 Kg é em gordura.

QUESTÃO 4) Cálculo do novo peso corporal com os desejados 10 % de gordura:
                Temos que encontrar o % de MM
                % de MM = 100% - 10%
                % de MM = 90 % do peso total
Então, 90% passam a ser o novo percentual de massa magra para a condição desejada. Assim, se eu mantiver  a minha massa muscular estável, o novo percentual representará um total de 54,68 Kg a serem mantidos, os quais somados a mais 10 % de peso em gordura darão o peso total. Ou seja, se 90% são 54,68 Kg, quantos quilos são 10 por cento? ( regra de três simples ).

54,68 Kg  -------  90 %
X Kg  ------------ 10 %
------------------------
90 X = 54,68 X 10
X      = 6,07 Kg em gordura

Obtemos assim, a nova composição corporal que deve ser atingida, ou seja, 54,68 Kg de massa magra e 6,07 Kg de gordura que somados dão o novo peso total.
NOVO PESO TOTAL
54,68 + 6,07 = 60,75 Kg

Agora temos que calcular o peso a ser perdido. Subtraindo o valor desejado do peso total inicial ( peso atual ) encontramos o peso em gordura a ser perdido.
Peso atual = 70,1 Kg
Peso desejado = 60,75 Kg

70,1 – 60,75 = 9,35 Kg è Peso a ser perdido


QUESTÃO 5)      Quanto tempo deve durar a dieta?
Considerando a premissa anterior de que não de deve perder mais que 1,0 a 1,5 Kg de peso corporal por semana e assumindo que um indivíduo, nestas dimensões corporais, possa perder até 1,5 Kg ( que é o limite superior ) sabemos quanto tempo deve durar a dieta para que se consiga chegar ao objetivo.
Usarei o limite médio de 1,25 Kg por semana

Nº de semanas = peso em gordura a ser perdido / 1,25 ( limite médio )

Nº de semanas = 9,35 Kg  / 1,25 Kg
Nº de semanas = 7,48 semanas

QUESTÃO 6) Qual a quantidade de calorias a ser ingerida?

Precisamos encontrar a quantidade de calorias gasta durante o dia. Este valor é o VMR que já conhecemos somado ao gasto calórico com as atividades do dia.
VMR = 1.696 Kcal
Gasto em atividade = +- 650 Kcal
 1696 + 650 = 2.346 kcal

Recorremos novamente a regra de três para resolver o problema, partindo do principio que cada 3.500 Kcal em excesso representa 1 Kg de gordura corporal, e que estou usando o limite médio de 1,25 Kg a serem perdidos por semana:

                                               3.500 kcal ------ 1 kg
                                               X                ------- 1,25 Kg
                                               _____________________
                                               X = 3.500 X 1,25 / 1
                                               X = 4.375 Kcal
Devo ter um déficit calórico de 4.375 Kcal por semana, e já que, para manutenção, posso ingerir até 2.346 cal, que é a soma do VMR e o gasto com as atividades do dia, dividindo 4.375 pelo número de dias da semana e subtraindo do total diário de manutenção.

Déficit calórico diário = 4.375 / 7
Déficit calórico diário = 625 cal

Agora vamos calcular a ingestão calórica diária:
Ingestão calórica diária = calorias gasta durante o dia -  déficit diário
Ingestão calórica diária = 2.346 – 625
Ingestão calórica diária = 1.721 cal

RESUMO: Preciso ingerir 1.721 Kcal por dia em um período de 7,48 semanas para que progressivamente perca peso sem que coloque em risco a massa muscular, considerando o limite médio de 1,25 Kg por semana de perda de peso.

Se você achou difícil, montarei uma planilha de forma que você lance somente os valores básicos e todas as informações aparecerão para você. Mande um email solicitando a planilha para :
                                    gacc.mg@uol.com.br

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

UMA HOMENAGEM A BRUCE LEE

Olá galera! Vamos dar um tempo na musculação e falar esta semana de uma lenda real, um cara incrível, Bruce Lee. Houve um atraso nas postagens e eu gostaria de ter postado esta matéria no dia 27 de novembro, data de nascimento de Bruce Lee. Infelizmente não foi possível. Se Bruce estivesse vivo teria completado 70 anos. Mas Bruce não morreu, não nos corações e mentes das pessoas que viram seu trabalho, das pessoas que gostam de artes marciais e que reconhecem um talento e uma genialidade como a de Bruce.
Quando assistia aos filmes dele no cinema, saia de lá me sentindo um outro Bruce. Não somente eu, mas todos que assistiam seus filmes. Ele passava uma energia, uma força, algo inexplicável. Era como que dos seus olhos, dos seus movimentos, fluísse algo que nos atingia e nos fazia vibrar com tudo que acontecia. Mesmo depois de muitos anos, mesmo depois de já ter visto seus filmes várias vezes, a sensação é a mesma quando os revejo. Quando estou desmotivado, meio pra baixo, coloco um filme do Bruce e meu espírito reanima, volto a ficar motivado.
Então vamos conhecer sobre o GÊNIO BRUCE LEE.


VIDA E MORTE DE BRUCE LEE



Bruce foi um ator, lutador, artista marcial, filósofo, diretor, roteirista e mestre em Artes Marciais, tendo fundado o Jeet Kune Do. É considerado o artista marcial mais importante do século XX. Foi o responsável pela popularização dos filmes de Hong Kong no mundo.
Os pais de Bruce eram atores de opera chinesa e estavam se apresentando nos Estados Unidos quando do nascimento de Bruce. Bebê prematuro, sua mãe queria chamá-lo de Lee Jun Fan mas a burocracia norte-americana exige um nome anglicano.Uma das parteiras sugeriu Bruce e o casal chinês Lee Grave(a mãe) e Lee Hoi Chuen(o pai) concordaram.
Bruce Lee nasceu na hora e no ano do Dragão, entre 6 e 8 da manhã no dia 27 de novembro de 1940 no Hospital Jackson Street em Chinatown de São Francisco, Califórnia. Seus pais  tiveram cinco filhos, sendo Bruce o quarto. Voltou para Hong Kong quando tinha apenas três meses de idade, cresceu e viveu lá até o fim de sua adolescência. Por seus pais serem artistas da Ópera Chinesa, Bruce atuou em vários filmes chineses durante sua infância.
Deste cedo começou a treinar Tai Chi ainda com o seu pai e dos 13 aos 18 aprendeu Wing Chun com o grande mestre Yip Man (1893-1972). Bruce foi apresentado ao estilo pelo seu amigo William Cheung em 1954, anos mais tarde o próprio disse que Bruce Lee evoluiu muito rápido no Wing Chun, ultrapassando em pouco tempo a habilidade de muitos alunos mais antigos, mas que Yip Man sempre ensinava que cada aluno aprenderia um forma diferente aos de mais para que seu estilo não se perdesse com o tempo, Bruce tinha uma facilidade acima do comum para aprender e executar movimentos ensinados pelo seu mestre.
Como era comum em muitas escolas de artes macias da época, os alunos eram ensinados por outros alunos mais experientes. Mas no caso de Bruce Lee foi diferente, o próprio mestre começou a treiná-lo em particular após alguns alunos recusarem-se a treiná-lo, pelo fato de que sua mãe não era totalmente chinesa [o Avô materno de Bruce era alemão e sua avó Chinesa] e a maioria dos chineses naquele tempo recusava-se a ensinar artes marciais aos ocidentais e aos mestiços.
Logo após a 2º Guerra Mundial Hong Kong era um lugar difícil de mora e crescer. Havia muitas gangues nas ruas da cidade das qual Lee foi muitas vezes forçado a lutar contra. Mas ele gostava de desafios um contra um e por diversas vezes enfrentou os membros das gangues. Mesmo com o pedido de seus pais para que ele se afastasse desse cotidiano, pouco adiantou devido aos desafios que Bruce venceu as confusões vinham naturalmente até ele.

Em 1950 deixa Hong Kong depois de estudar na Tak Sun School (ficava a dois quarteirões de sua casa na 218 Nathan Road, Kowloon), para estudar na rígida escola primaria La Salle College. Por volta de 1956, devido ao baixo rendimento escolar e seu péssimo comportamento, ele foi transferido para o Colégio St. Francis Xavier’s College (ginásio), onde seria aluno do irmão Edward, um monge católico, professor e técnico da escola de boxe da equipe, que foi condenado na Alemanha a passar o resto de seus dias em Hong Kong. Na primavera de 1959, Lee participou de uma briga de rua onde a polícia foi chamada. Lee brigou, venceu e espancou o filho de uma temida família tríade. Seus pais ficaram sabendo através da polícia que desta vez o oponente do filho tinha antecedentes criminais, e havia a possibilidade de que sua gangue atacasse-o. Finalmente o pai de Lee decidiu que seu filho deveria deixar Hong Kong para seguir uma vida mais segura e saudável nos Estados Unidos e em abril de 1959 eles decidiram mandá-lo para os Estados Unidos para se encontrar com sua irmã Agnes Lee, que já estava morando com amigos da família em São Francisco.
E assim os 18 anos, Bruce estava olhando para novas vistas em sua vida, foi para os Estados Unidos, com 100 dólares no bolso e 2 títulos de campeão de Boxe de 1957 e 1958 de Hong Kong. Depois de viver em São Francisco por vários meses, ele se mudou para Seattle no outono de 1959, para continuar seus estudos ele trabalhou para Ruby Chow como garçom e lavador de pratos em seu restaurante.
Ruby era esposa de um amigo de seu pai. Seu irmão mais velho Peter Lee também acolheu Bruce Lee em Seattle para uma pequena estadia. Em dezembro de 1960, Lee concluiu o ensino médio e recebeu seu diploma da Edison Technical School (agora Seattle Central Community College, localizado em Capitol Hill, Seattle).
Em março de 1961, matriculou-se na Universidade de Washington e formou-se em filosofia. Também estudou teatro e psicologia. Foi na Universidade de Washington que ele conheceu sua futura esposa, Linda Emery, com quem se casaria em agosto de 1964.
Em 1959 Lee começou a ensinar artes macias, ele dava aula aulas de Jun Fan Gung Fu (literalmente Kung Fu de Bruce Lee). Foi basicamente as técnicas do Wing Chun, com algumas idéias de Lee. Em 1964 saiu da faculdade e se mudou para Oakland para morar com James Yim Lee. Juntos, eles fundaram a segunda escola de artes marciais Jun Fan em Oakland. James Lee também foi responsável por apresentar Bruce Lee à Ed Parker, fascinado no mundo da arte marcial e organizador do (Long Beach) Torneio Internacional de Karatê onde Bruce Lee seria mais tarde “descoberto” por um produtor Hollywood
Bruce foi defrontado por um grupo de mestres asiáticos de artes marciais, dizendo para ele que não deveria ensinar a arte marcial aos não-chineses, ou deveria enfrentar o melhor lutador deles. Como Bruce adorava desafios, ele aceitou. A luta demorou três minutos e ele fez com que o adversário, jogado no chão, dissesse "eu me rendo", em chinês. Vendo que deveria ter vencido em segundos, e não em minutos, passou a se dedicar muito mais a arte marcial do Kung Fu.
Comemorando o nascimento de seu filho Brandon Bruce Lee, apenas uma semana depois, voltou para Hong Kong, pois seu pai havia falecido. Na volta, fez uma promessa para si mesmo, de que sua família se orgulhasse dele, passando assim a criar um estilo de Kung Fu próprio: O Jet Kune Do. A partir disto, Bruce teve de enfrentar novas dificuldades. Passou então a dar aulas particulares à domicílio, para personalidades famosas do meio artístico, como Lee Marvin, Chuck Norris e Steve McQueen, podendo custar o treinamento com o grande Mestre Bruce Lee até US$ 250,00 a hora. Mas seu aluno mais querido era seu filho, Brandon, e nesse meio tempo, veio ao mundo sua filha, Shannon Lee.

LESÃO


Linda Lee teve o dom de poder acalmar Bruce. Bruce Lee era uma pessoa de carne e osso, como eu e você, e não um super-herói como parece. Numa manhã em 1970, levantando pesos, Bruce fraturou um importante nervo das costas, deixando impossibilitado de treinar por seis meses, tempo esse que ele teve para formular a parte filosófica de sua arte marcial, o Jeet Kune Do. Médicos de todo o centro de tratamento vieram dizendo a ele que nunca mais voltaria a treinar.

TESTANDO SEUS LIMITES


Bruce fez de um obstáculo um ponto de apoio, para descobrir quais eram seus limites e medir a capacidade do corpo humano.

Bruce estava sempre treinando. Ele era capaz de se exercitar olhando tv, ler e descrever com detalhes todas as cenas, móveis, enfim, tudo que aparecia na imagem. Ele aproveitava todas as situações do cotidiano para melhorar suas habilidades.
Dava 2000 socos por dia, 1000 chutes, corria, pedalava, para ver de que o seu corpo era capaz. Ao ficar totalmente recuperado, começou uma exaustiva rotina diária de exercícios. Ele passava muito tempo treinando, treinando para um combate que nunca existiria; era um treinamento de sete dias por semana. Até que em 10 de maio de 1973, enquanto editava "Operação Dragão", ele sofreu um desmaio no estúdio, sendo levado às pressas para o hospital, onde não foi detectado nada. Após uma bateria de testes, ele se recuperou, terminou "Operação Dragão", e voltou para seu antigo projeto "Jogo da Morte".



APTIDÃO FÍSICA


Bruce Lee era conhecido pela sua aptidão física e desenvolvimento avançado dos músculos do corpo. Seus exercícios e treinamentos cumpridos com dedicação tornaram-no tão forte quanto uma pessoa de seu porte poderia ficar.

Depois de sua luta com Jack Wong Man, em 1965, Lee se focou totalmente no treinamento de artes marciais. Sentia que muitos artistas marciais de sua época não passam tempo suficiente treinando o condicionamento físico. Bruce incluiu em seus exercícios de condicionamento todos os elementos da força e da aptidão muscular, resistência muscular, resistência cardiovascular e flexibilidade. Ele tentou técnicas tradicionais de musculação para construir músculos volumosos ou aumentar a massa muscular. No entanto, Lee teve o cuidado de advertir que a preparação mental e espiritual era fundamental para o sucesso do treinamento físico nas habilidades de artes marciais.

OS ABDOMINAIS DE BRUCE LEE


De todas as partes do corpo que Bruce Lee desenvolveu, os seus músculos abdominais eram os mais espetaculares: sólidos como pedra ao toque, profundamente cortados e altamente definidos. Bruce acreditava que os abdominais eram um dos mais importantes grupos musculares para um artista marcial já que virtualmente todo movimento requer algum grau de trabalho abdominal.

Ele sentia que a muitos artistas marciais dos dias dele não tinham aptidão física necessária para acompanhá-lo.

A esposa de Lee, Linda Emery, reivindica que o seu falecido marido "era um fanático por treinos abdominais. Ele estava sempre a fazer sit-ups, abdominais, movimentos de cadeira romanos, elevações de perna, e V-ups."

De acordo com algumas notas iniciais de Lee, o seu treino diário abdominal incluía:

Torção de Cintura - quatro séries de 90 repetições.
Sentar para cima (sit-ups) com torções - quatro séries de 20 repetições.
Elevações de perna - quatro séries de 20 repetições.
Torções inclinadas - quatro séries de 50 repetições.
Pontapés em posição de rã - quatro séries de 50 repetições.

LONG BEACH E CAMPEONATOS DE LUTAS


A convite de Ed Parker, Lee apareceu em 1964 no Long Beach International Karate Championships para apresentações de suas flexões sobre os dedos (usando o polegar e o dedo indicador). No mesmo evento em Long Beach, também apresentou o famoso "soco de uma polegada".

Seu voluntário para a demonstração do soco foi Bob Baker de Stockton, Califórnia. "Eu disse a Bruce que não faria esse tipo de demonstração de novo", lembrou. "Quando ele me deu um soco da última vez, eu tive que ficar em casa sem trabalhar, porque a dor no peito era insuportável."

Foi em 1964 em um campeonato onde Lee conheceu o mestre de taekwondo, Jhoon Rhee. Os dois desenvolveram uma amizade - uma relação em que ambos se beneficiaram como artistas marciais. Jhoon Rhee ensinou seu chute lateral a Lee, e em retribuição Lee o ensinou o seu "soco telegráfico".

Lee também apareceu em 1967, no Long Beach International Karate Championships e realizou diversas apresentações, incluindo o famoso soco "imparável" contra o campeão mundial de karatê, Vic Moore. Lee disse que ia dar um soco em seu rosto, e tudo o que Moore tinha que fazer era tentar bloqueá-lo. Lee deu alguns passos para trás e perguntou se Moore estava pronto, Moore faz sinal positivo com a cabeça, Lee então deu um soco em linha reta diretamente para o rosto de Moore, e parou antes do impacto. Em oito tentativas, Moore não conseguiu bloquear qualquer dos socos.




FILMES


Antes de morrer, porém, Bruce Lee fez vários filmes e o primeiro deles foi The Big Boss ( O Dragão Chinês no Brasil) em1971. Precisamente por ter sido o primeiro, este não foi o seu melhor filme: o controle de Bruce sobre o produto final esteve consideravelmente limitado e, infelizmente, nem todas as sequências de luta foram da sua autoria. Mesmo assim, as marcas do seu talento estão lá quase todas e o excelente argumento combina a ficção mais espetacular com alguns elementos retirados da biografia da sua vedeta principal. Tal como o protagonista Cheng Chau-an aporta numa terra estrangeira à procura de trabalho, também Bruce regressou em 1959 à sua cidade natal de São Francisco com apenas 115 dólares (15 do pai e 100 da mãe) nos bolsos em busca de uma nova vida. E tal como Bruce jurou aos seus pais evitar os sarilhos, também Cheng traz ao pescoço um amuleto de jade que representa idêntica promessa feita à sua mãe. Num dos pormenores mais memoráveis do filme, o amuleto é quebrado em dois, pelo que, liberto do peso simbólico desse compromisso, Bruce poderá então começar a fazer justiça pelos seus próprios meios.

O seu filme seguinte foi Fist Of Fury (A Fúria do Dragão em 1972), uma história de resistência ao imperialismo japonês que é também um testemunho eloquente do universalismo da mensagem de Lee. Numa das melhores cenas, Bruce desafia sozinho toda uma escola japonesa de karate, cujos membros haviam insultado a sua escola e apelidado o povo chinês de «homens doentes da Ásia». Bruce consegue derrotar todos os seus membros graças às suas superiores técnicas de combate – que são uma mistura de artes marciais de diversas regiões – demonstrando deste modo que o mais importante não é o país de origem das artes, mas sim o indivíduo e as suas convicções. Ao longo da sua vida, Bruce manteve-se leal a estes princípios e nas suas escolas compartilhou os seus ensinamentos e princípios de auto-defesa com todas as pessoas de todas as raças. Entre os seus alunos mais célebres, estiveram Roman Polanski, James Coburn e Steve McQueen.

Tanta generosidade e espírito de abertura não caíram no gosto de muita gente, sobretudo da fraternidade chinesa da Califórnia, cujos membros não aceitavam de bom grado que os segredos das artes marciais fossem revelados a estrangeiros. Bruce começou então a ser o destinatário de um sem número de ameaças e desafios, o mais célebre dos quais por Wong Jack Man, um mestre de kung-fu recém-chegado à América: quem dos dois perdesse o combate, seria forçado a fechar a sua escola de artes marciais. Bruce saiu ganhador em poucos minutos, mas mesmo assim não ficou suficientemente satisfeito com a vitória, pelo que considerou que era altura de reavaliar a sua condição física e repensar a sua técnica: nascia assim o seu jeet kune do, que acabaria por se tornar no mais eficiente sistema de combate corporal alguma vez concebido.

Alguns dos princípios desta nova arte seriam expressamente enunciados em Way Of The Dragon (O Vôo do Dragão em 1972), o filme que se seguiu: «o método não é importante, desde que se utilize o corpo na sua máxima potencialidade», «mesmo por entre movimentos violentos podemos atingir os nossos objetivos e exprimirmo-nos» ou «qualquer que seja a arte, faltar-nos-ão sempre as forças se não aprendermos as coisas corretamente».


A designação jeet kune do foi adaptada em 1967, mas anos mais tarde Bruce arrependeu-se de ter dado um nome à sua arte, pois os dois tornaram-se indissociáveis. Um nome junta-se sempre ao seu referente de uma forma rígida. Ora, a rigidez é exatamente o oposto do «método sem método» sobre o qual assenta esta nova arte, que é essencialmente um processo de crescimento contínuo, melhoramento e adaptação. Bruce chegou, a este respeito, a afirmar: «o que quero mostrar é a necessidade de nos adaptarmos a circunstâncias que mudam. A incapacidade de adaptação traz consigo a destruição».

Este princípio de adaptação encontrou a sua expressão máxima naquela que viria a ser a maior sequência de combate alguma vez filmada: o célebre confronto final entre Bruce Lee e Chuck Norris no Coliseu de Roma.

No início do combate, Bruce é atingido diversas vezes pelo oponente porque adota uma atitude demasiado rígida. Norris também adota uma atitude rígida e os dois adversários vão trocando um número mais ou menos idêntico de golpes. Porém, Chuck Norris começa a levar a melhor graças ao seu peso e estatura. Bruce decide então mudar a sua estratégia e adota um «método sem método», variando constantemente o ritmo e a intensidade dos seus ataques, muito para irritação de Norris. Anos mais tarde, perguntaram ao ator americano qual dos dois ganharia se o confronto fosse mesmo real e Norris, que foi oito vezes campeão mundial de karate, confessou que o vencedor seria sem dúvida Bruce!

As reflexões filosóficas continuaram com o filme seguinte, Enter The Dragon (Operação Dragão em 1973):



O título de maior sucesso na carreira de Bruce é também a sua obra mais sábia e o compêndio de algumas das suas lições mais profundas. Uma delas está contida numa frase célebre que dirigiu a um jovem estudante do templo de Shaolin: Bruce aponta com o dedo para a Lua e diz«não penses, sente. É como um dedo apontado à lua». Quando o estudante olha diretamente para o dedo de Bruce, apanha uma bofetada e Bruce prossegue: «não olhes para o dedo senão perderás toda a beleza divina». O mestre fala aqui da necessidade dos homens se expressarem honestamente e abrirem o seu espírito a tudo aquilo que os rodeia; concentrar-se no dedo implicaria limitar a visão do mundo. O filósofo Bruce Lee sempre foi, aliás, avesso a sistemas fechados e acolheu influências das mais diversas proveniências, como o budismo, o taoísmo e o confucionismo.


O próximo filme deveria ser a enunciação mais completa desta sua doutrina, mas infelizmente Bruce nunca chegaria a realizar esse sonho.

Lembram-se do uniforme amarelo com a risca preta que Uma Thurman usou em Kill Bill? Pois bem, o traje é uma homenagem explícita a Game Of Death, o quinto e último filme de Bruce Lee, no qual o protagonista utilizou um uniforme rigorosamente idêntico. A escolha do guarda-roupa não foi, aliás, casual: o fato representava a singularidade do estilo de Lee e a sua não filiação em nenhuma das artes marciais existentes. Lamentavelmente, a morte inesperada de Bruce não permitiu que o filme fosse concluído e a versão póstuma surgida em 1978 pouco ou nada tem que ver com o projeto original: por isso, esse celebérrimo fato amarelo mais o verdadeiro Bruce Lee surgem apenas no último terço do filme e durante 15 minutos, já que tudo o resto foi representado por duplos e sósias do mestre. Mesmo assim, pelo menos esses 15 minutos sobreviventes estão lá: três extraordinárias sequências de luta fluidas, dinâmicas e ricas em simbolismo, as melhores que Bruce alguma vez concebeu.



MORTE DE BRUCE LEE



O fato mais misterioso e controvertido na vida do grande Bruce Lee continua a ser… a sua morte. As circunstâncias que rodearam o falecimento prematuro do maior mestre de artes marciais do séc. XX foram estranhas e permanecem até hoje inexplicadas. Conta-se que Bruce reagiu tragicamente mal a um comprimido para dores de cabeça, mas não parece que essa explicação oficial e politicamente correta convença muita gente: designadamente, fica por esclarecer porque é que durante a rodagem do seu último filme Bruce afirmou que não viveria o suficiente para ver o seu final. Muitos fãs inconformados têm por isso procurado outras explicações. Uns falam da possibilidade de suicídio. Outros, mais otimistas, acreditam que o seu ídolo não morreu, mas vive em reclusão num templo de Shaolin, longe dos olhares do mundo. Outros ainda, julgam que Bruce terá sido vítima da máfia chinesa, à qual sempre recusou prestar vassalagem.

Bruce estava trabalhando com a atriz chinesa Betty Ting Pei. Foi um dia a casa dela para discutir algumas cenas do filme e disse à ela estar com uma forte dor de cabeça. Ela lhe deu um remédio e ele se deitou. Algumas horas depois, Betty entrou em pânico por não conseguir acordá-lo e ligou para Raymond Chow (diretor e amigo de Bruce).
Ele foi a sua casa e notou que Bruce estava muito pálido. Levaram-no para o hospital, onde Raymond ligou para dar a notícia a Linda: Bruce Lee, a lenda das artes marciais, havia morrido. Todos foram ao chão com a notícia, espalhando-se pelo mundo.

Em seu sepultamento, foi homenageado por milhares de pessoas, e seu corpo foi levado para Seatle, onde ele e Linda se conheceram. Com apenas 32 anos, Bruce deixou uma esposa, dois filhos e um legado inigualável no mundo, tanto das artes marciais como das artes cinematográficas. Até hoje sua morte é discutida. Mas sua morte foi comprovada por uma autópsia e resultou num edema cerebral, um inchaço no cérebro causado por uma reação alérgica ao remédio tomado na casa de Betty. Mesmo com a sua morte, foi continuado e concluído 5 anos depois "Jogo da Morte", que também não deixou de ser um grande sucesso. Com isso, seu legado foi deixado nas telas e tornou-se uma grande figura mundial. Também possibilitou que outros artistas seguissem seu caminho. Entre seus sucessores, estão Jackie Chan, Chuck Norris, Jean-Claude Van Dame e muitos outros, mas nenhum poderia ter tanto destaque como seu filho Brandon, este que teve uma carreira também próspera, mas em 31 de março de 1993, durante as gravações de "O Corvo", Brandon foi morto no set de filmagem por uma arma de festim indevidamente checada. O filme continuou como em "Jogo da Morte", com dublês e efeitos especiais. Novamente, rumores sobre a morte de Bruce voltaram à discussão e novas teorias do porquê havia morrido voltaram à tona. Mesmo assim, ainda hoje, o nome Bruce Lee é mundialmente falado; revistas publicam artigos, vídeos são produzidos e até homepages são montadas em sua memória.


NOS DIAS ATUAIS


A irmã mais velha de Bruce Lee e seu irmão caçula autorizaram uma empresa chinesa a fazer uma série de filmes biográficos sobre o ícone do kung fu, afirmando que desejam produzir um acervo historicamente correto da vida de seu irmão.

Phoebe Lee e Robert Lee estiveram no ano passado em uma cerimônia para assinar o acordo com a J.A. Media, em Pequim, 36 anos depois que Bruce Lee morreu
em Hong Kong.
Le
e se transformou em motivo de orgulho na China por interpretar personagens que defendiam os chineses e a classe operária de opressores.

Não há informações sobre quem deve interpretar Lee na série de filmes. O produtor Manfred Wong afirmou que a empresa planeja pelo menos três partes, sendo que a primeira cobriria os anos do lutador como adolescente, e acrescentou que o foco maior será dado à personalidade do ator em sua vida adulta.

“Haverá kung fu. Mas, o mais importante é que queremos retratar o real Bruce Lee. Como ele era? Era muito bem humorado, obediente aos pais e gentil com a família.”

Robert Lee afirmou que quer deixar um legado correto da vida de seu irmão. “Nós lemos muitos livros e vemos muitos filmes sobre Bruce Lee, mas há muitas incorreções neles. Eles inventam coisas”, afirmou, sem criticar nenhuma obra mais especificamente.


Estátua em homenagem a Bruce Lee em Hong Kong