quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS OU ALIMENTARES



A partir de hoje, na seção de Nutrição, iremos falar de vários suplementos nutricionais, com o texto completo do excelente livro “ O poder de cura de Vitaminas, Minerais & Outros Suplementos, das Seleções do Reader´s Digest. A cada postagem descreverei um tipo de suplemento. Para inaugurar esta série, falaremos do Ácido Alfa-lipóico.
Esta será a ordem dos suplementos que falaremos nesta e nas próximas postagens:
Ácido Alfa-lipóico; Aminoácidos;Carotenóides;Cartilagem de tubarão; 5-http; Coenzima Q10; DHEA; Espirulina e Alga Kombu; Extrato de Semente de Uva; Flavonóides;Glicosamina; Isoflavonas de Soja; Lactobacillus Acidophilus; Lecitina e Colina; Melatonina; Óleo de Linhaça; Óleo de Prímula; Óleos de Peixe; Produtos das Abelhas;



SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS OU ALIMENTARES

Esses nutrientes incluem um grupo diverso de produtos. Alguns, como os óleos de peixe, são substâncias alimentares que os cientistas concluíram que têm potencial de combater doenças. Os flavonóides, as isoflavonas da soja e os carotenóides são fitoquímicos – substâncias encontradas em frutas e legumes que reduzem o risco de doenças e podem aliviar os sintomas de algumas enfermidades.
Outros suplementos nutricionais, como o DHEA, a melatonina e a coenzima Q10, são substâncias presentes no corpo que podem ser recriadas sinteticamente em laboratório. Um exemplo semelhante é o Lactobacillus acidophilus, uma bactéria amistosa presente no corpo  que, tomada como suplemento, pode ajudar no tratamento de distúrbios digestivos. Os aminoácidos que são blocos de construção para as proteínas e podem ajudar no fortalecimento do sistema imunológico e em outras atividades promotoras da saúde, são, há muitos anos, conhecidos pelos cientistas. Entretanto, apenas recentemente foram comercializados isoladamente como suplementos alimentares.



ÁCIDO ALFA-LIPÓICO
Este ácido, recente no cenário dos suplementos, tem-se mostrado promissor no tratamento da lesão neurológica de diabéticos. Além disso. Pode proteger o fígado e as células cerebrais, evitar cataratas e atuar como um potente antioxidante geral.

INDICAÇÕES:
  • Auxiliar no tratamento de dormências, formigamentos e outros sintomas de lesões neurológicas em pessoas com diabete ou outras doenças.
  • Protege o fígado na hepatite, no alcoolismo e na exposição a venenos ou substâncias químicas tóxicas.
  • Auxiliar na prevenção de cataratas.
  • Pode ser útil na preservação da memória na doença de Alzheimer
  • Atua como um potente antioxidante e possível reforço imunológico, combatendo uma grande variedade de doenças, inclusive psoríase, fibromialgia e AIDS.


APRESENTAÇÃO:
  • Comprimidos
  • Cápsulas


ATENÇÃO: NO CASO DE PESSOAS DIABÉTICAS, O USO DO ÁCIDO ALFA-LIPÓICO PODE EXIGIR MUDANÇA NAS DOSES DE INSULINA OU DE OUTROS MEDICAMENTOS.

LEMBRETE: SE VOCÊ TEM ALGUM PROBLEMA DE SAÚDE,  CONVERSE COM SEU MÉDICO ANTES DE TOMAR SUPLEMENTOS.



O QUE É:
Na década de 1950, os cientistas descobriram que o versátil ácido alfa-lipóico ( também conhecido como ácido tiótico ou simplesmente ácido lipóico) trabalhava com enzimas em todo o corpo para acelerar os processos envolvidos na produção de energia. Mais recentemente, no final da década de 1980, os pesquisadores descobriram que o ácido alfa-lipóico também pode ser um potente antioxidante, neutralizando moléculas altamente reativas, de ocorrência natural, mas que podem lesar células, denominadas radicais livres. O organismo fabrica o ácido alfa-lipóico em quantidades ínfimas. Ele é encontrado principalmente em alimentos como espinafre, carnes ( sobretudo fígado0 e levedo de cerveja. Todavia, é difícil obter doses terapêuticas dessa substância apenas com a alimentação. Muitos especialistas recomendam o uso de suplementos para se obterem os benefícios plenos do ácido alfa-lipóico.



O QUE FAZ
O ácido alfa-lipóico afeta quase todas as células do corpo. Auxilia todas as vitaminas do complexo B- inclusive tiamina, riboflavina, ácido pantotênico e niacina – na conversão de carboidratos, proteína e gorduras encontrados nos alimentos em energia que o organismo possa armazenas e usar mais tarde.  O ácido alfa-linopóico é um antioxidante que protege as células ( citoprotetor ) e ajuda no organismo a reciclar outros antioxidantes, como as vitaminas C e E, reforçando suas atividades. Graças às suas propriedades químicas singulares, o ácido alfa-lipóico é facilmente absorvido pela maioria dos tecidos do organismo, incluindo o cérebro, os nervos e o fígado, sendo valioso no tratamento de várias enfermidades.



BENEFÍCIOS PRINCIPAIS:
Umas das indicações básicas do ácido-lipóico é no tratamento de lesões neurológicas, inclusive a neuropatia diabética, uma complicação tardia do diabete que provoca dor e perda da sensibilidade nos membros. A lesão dos nervos se deve, em parte, a ação de radicais livres sobre as células, nervosas causada pelos níveis descontrolados de açúcar ( glicose ) no sangue. O ácido alfa-lipóico contrabalança a lesão neurológica por meio de seus efeitos antioxidantes. Além disso, pode ajudar os diabéticos a responderem a insulina, o hormônio que regula a glicose. Em um estudo de 74 pessoas com diabete do tipo 2 que receberam 600 mg ou mais de ácido alfa-lipóico ao dia, todas se beneficiaram da redução dos níveis de glicose. Estudos realizados em animais também mostraram que o ácido alfa-lipóico aumenta o fluxo sanguíneo para os nervos e melhora a condução dos impulsos nervosos. Esses efeitos tornam o alfa-lipóico adequado par o tratamento de dormências, formigamentos e outros sintomas de lesão neurológica de qualquer origem, não apenas os decorrentes do diabete.
O alfa-lipóico também beneficia o fígado, protegendo-o contra a agressão dos radicais livres e auxiliando-o a eliminar toxinas do organismo. Assim sendo, algumas vezes é prescrito para indivíduos com hepatite, cirrose e outras enfermidades hepáticas, assim como para casos de envenenamento – por chumbo ou outros metais pesados, ou por substâncias químicas industriais perigosas, como tetracloreto de carbono.



BENEFÍCIOS ADICIONAIS
O alfa-lipóico também tem outros usos potenciais, embora sejam necessárias mais pesquisas nessa área. Alguns estudos experiências em animais sugerem que o ácido pode melhorar a memória ( tornando-o potencialmente benéfico para os portadores da doença de Alzheimer, por exemplo) e proteger as células cerebrais contra lesões provocadas por um aporte sangúineo insuficiente ( por exemplo, uma sequela de cirurgia ou de acidente vascular cerebral).
Algumas evidências indicam que o alfa-lipóico, por meio de suas ações antioxidantes, pode suprimir a reprodução vira. Em um estudo realizado, constatou-se que os suplementos de ácido alfa-lipóico reforçam as funções imunológicas e hepáticas na maioria dos pacientes infectados pelo HIV. Além disso, seria útil no combate ao Câncer, sobretudo aqueles que se acredita estejam relacionados a ação dos radicais livres. Por fim, como parte de uma fórmula antioxidante de alta potência, o alfa-lipóico pode ser eficaz contra vários distúrbios, desde fibromialgia até psoríase, que podem ser agravados, em parte, pelos radicais livres.



COMO TOMAR
Dosagem: Para distúrbios específicos: O alfa-lipóico costuma ser prescrito nas doses de 100 a 200 mg, três vezes ao dia. Para ação antioxidante geral: Doses mais baixas ( 50 a 150 mg ao dia) podem ser prescritas.

Orientações: O alfa-lipóico pode ser ou não tomado as refeições. Não há relatos de efeitos colaterais importantes.

Efeitos colaterais possíveis:
Não há relatos de efeitos colaterais graves na ingestão do alfa-lipóico. Às vezes, o suplemento pode provocar discreto desconforto gastrointestinais e, em raros casos, ocorreram erupções c cutâneas por reação alérgica. Se surgirem efeitos colaterais, deve-se reduzir a dose ou suspender o uso do suplemento.

DICAS:
O alfa-lipóico pode ser comprado como um suplemento individual ou como parte de um reforço antioxidante geral, associado às vitaminas C e E, além de outros antioxidantes. Leia a lista de componentes. Ele pode aparecer com o nome Ácido Tióctico.



ÚLTIMAS DESCOBERTAS
Em um estudo realizado em múltiplos centros médicos, 328 pessoas com lesão neurológica diabética receberam 100 mg 600 mg ou 1.200 mg de alfa-lipóico ao dia durante um período de três semanas. Os pacientes que receberam 600 mg descreveram a redução mais significativas da dor e da dormência em comparação com os outros grupos.
O alfa-lipóico também pode ser benéfico para os 25% dos diabéticos que correm risco de morte súbita devido à lesão cardíaca relacionada com problemas neurológicos. Após tomar durante quatro meses 800 mg diários de alfa-lipóico, esses pacientes apresentaram uma melhora notável de suas provas de função cardíaca.
Um estudo feito com camundongos idosos indicou  que o alfa-lipóico  melhorou a memória a longo prazo, possivelmente prevenindo a lesão das células cerebrais pelos radicais livres.



VOCÊ SABIA?
Os médicos têm prescrito uma forma injetável do alfa-lipóico para salvar as vidas de pessoas que consumiram cogumelos venenosos do gênero Amanita.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

BIOMECÂNICA DA MUSCULAÇÃO - ABDOMINAIS




O artigo abaixo foi tirado do livro " BIOMECÂNICA DA MUSCULAÇÃO",  do professor Maurício de Arruda Campos.
Maurício de Arruda Campos é Professor de cinesiologia, biomecânica e ginástica de academia e musculação da Faculdade de Educação Física da Universidade de Franca - UNIFRAN.
Professor de cinesiologia e ginástica de academia da Faculdade de Educação Física da União das Faculdades Claretianas de Batatais - UNICLAR.
Professor do Curso de Pós-graduação em Nutrição e Condicionamento físico da UNICLAR.
Diretor Técnico Científico da Confederação Brasileira de Culturismo, Musculação e Fitness.
Professor da Academia Físico e Forma de Batatais.



Exercícios Abdominais
 Os músculos da parede anterior do abdome (reto do abdome, oblíquos internos e externos e transverso) têm uma função fundamental na postura e movimentação da coluna vertebral, pelve e caixa torácica.
Os movimentos da coluna que podem ser realizados por estes músculos são: flexão, flexão lateral e rotação, e devem ser realizados para um bom trabalho dos músculos do abdome.
Estes músculos realizam também a retroversão da pelve e, por isso, são importantes na prevenção ou diminuição da hiperlordose lombar.
Nos movimentos da pelve, os músculos abdominais (juntamente com o glúteo máximo e os isquiotibiais), que realizam retroversão, são antagônicos dos extensores da coluna (quadrado lombar, por exemplo) e flexores do quadril (principalmente o iliopsoas e o reto femural), responsáveis pela anteversão da pelve.
Alguns exercícios abdominais são muito polêmicos. Um conhecimento biomecânico destes exercícios pode esclarecer várias dúvidas com relação aos músculos trabalhados e à eficiência destes exercícios para o fortalecimento da parede abdominal anterior.

Exercícios Abdominais
Flexão da Coluna
Este é um dos mais básicos e eficientes exercícios abdominais. Se realizado com sobrecarga, todos os quatro músculos abdominais entram em ação. A função do transverso, neste caso, é comprimir as vísceras, para que a caixa torácica possa movimentar-se com mais liberdade sobre esses órgãos.



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Análise Biomecânica do Exercício
O maior braço de momento da resistência (parte superior do tronco, membros superiores e o peso) acontece no momento da saída do ombro do chão, no começo do exercício. Conforme o executante realiza a flexão da coluna, o braço de momento diminui.
Os componentes translatórios são de compressão articular da coluna, durante toda a amplitude de movimento. O grau de flexão da coluna pode variar entre os indivíduos. A insuficiência passiva dos extensores da coluna pode limitar a flexão.
O movimento de flexão deve acontecer sem que a coluna lombar perca o contato com o chão, pois quando isto acontece, o eixo do movimento sai da coluna e passa para a articulação do quadril, favorecendo a ação isotônica do iliopsoas e reto femural. Quando estes músculos entram no movimento, a pelve é puxada no sentido da anteversão e a coluna, da hiperextensâo, o que aumenta os riscos de lesão nesta articulação.
Se o executante tiver os flexores do quadril encurtados, o ideal é aumentar o grau de flexão do mesmo, para evitar que a coluna lombar fique hiperestendida, por causa de insuficiência passiva destes músculos durante o exercício. A fixação dos pés no chão favorece o aumento da ação dos flexores do quadril no movimento.
O executante deve realizar o movimento até o ponto em que os pés comecem a perder o contato com o solo, (sem que a coluna lombar saia do chão), pois os pés perdem o contato com o solo quando o movimento passa para a articulação do quadril. Quando o eixo do movimento passa a ser a articulação do quadril, o peso do tronco mais o dos membros superiores (que estão de um lado do eixo) passa a ser maior do que o peso dos membros inferiores (que estão do outro lado do eixo). Isto causa um deslocamento do fêmur na direção da coluna e não, da coluna em direção ao fêmur (quando os flexores do quadril se contraem para continuar o movimento), fazendo com que os pés percam o contato com o solo.
A amplitude de movimento deve ser a máxima permitida pela coluna, sem que haja hiperextensão da coluna nem flexão do quadril, ou seja, os ombros e a cabeça devem sempre voltar a tocar no chão, na fase excêntrica do movimento. Este movimento feito numa amplitude reduzida pode causar um encurtamento dos músculos abdominais. Quando os músculos abdominais ficam encurtados, eles deprimem a caixa torácica e favorecem uma postura cifótica.
Se o executante realizar este exercício com as mãos atrás da cabeça, a intensidade do exercício diminui, pois o peso dos membros superiores se aproxima do eixo da coluna. Isto causa uma diminuição do braço de momento da resistência e uma conseqüente diminuição do torque.
Como o posicionamento dos braços afeta o torque produzido pela resistência, os iniciantes devem começar o exercício com os braços cruzados à frente do peito (ponto onde o peso dos braços está mais próximo do eixo do movimento).
O uso de pesos apoiados no peito não é muito interessante, porque, quando o executante começa a flexão da coluna, o peso fica muito próximo do eixo do movimento. Neste ponto, o peso exerce mais uma pressão sobre as vísceras do que gera torque no sentido contrário à contração dos músculos abdominais. A maneira mais eficiente é segurar o peso pelas mãos e distanciá-lo o máximo possível da coluna (pela flexão do ombro e pela extensão do cotovelo, como na figura).
O primeiro movimento que acontece, quando o abdome se contrai para fazer a flexão da coluna, é uma retroversão da pelve. Esta retroversão é seguida de flexão da coluna lombar, que passa a ficar totalmente apoiada no chão, aumentando, assim, a base de suporte e facilitando também a total flexão da coluna torácica.
Flexão da Coluna no Aparelho
Este exercício tem a vantagem de poder aumentar muito mais a intensidade através da sobrecarga, que pode chegar a valores bem mais altos que no exercício anterior. Os músculos do abdome devem ser exercitados como qualquer outro músculo do corpo, então, para hipertrofiá-los, as sobrecargas devem ser altas e o número de repetições, conseqüentemente, menor. Esta intensidade só é conseguida em exercícios com aparelhos.




Análise Biomecânica do Exercício
O braço de momento da resistência é, maior no começo do exercício e diminui no final da flexão. Os componentes translatórios resultantes da contração dos músculos abdominais são de compressão articular da coluna, durante toda a amplitude do movimento.
A insuficiência passiva do reto femural e do iliopsoas não ocorre neste exercício, devido à grande flexão do quadril (90°) durante todo o movimento.
Durante a fase de flexão da coluna há uma contração isométrica dos flexores do quadril, para manter a pelve fixa e aumentar a eficiência dos músculos do abdome.
O movimento deve acontecer até a total flexão da coluna. Se o movimento continuar, deste ponto em diante, a contração isotônica passa a ser dos flexores do quadril e os músculos abdominais passam a se contrair isometricamente, para manterem a postura de flexão da coluna.
Se o executante possui uma hiperlordose lombar ou dores na região lombar, este exercício com ação isotônica dos flexores do quadril será prejudicial à coluna lombar, porque tanto o iliopsoas como o reto femural puxam a coluna e a pelve anteriormente (no sentido da hiperextensão e da anteversão respectivamente).
Flexão da Coluna com Elevação do Quadril
Como o reto do abdome é um músculo poligástrico (com vários ventres musculares), este exercício consegue dar uma ênfase maior nas porções mais inferiores deste músculo, comumente chamada de porção infra-umbilical. O trabalho dos oblíquos internos também é maior que o dos oblíquos externos.











Análise Biomecânica do Exercício
O maior braço de momento da resistência (quadril e membros inferiores) acontece no começo do movimento de flexão da coluna.
As forças translatórias resultantes da contração do abdome são de compressão, em todos os ângulos do movimento.
A articulação do quadril deve permanecer fixa durante todo o movimento, para aumentar a eficiência da contração dos músculos abdominais.
Se o quadril flexionar e o joelho estender antes de o abdome realizar a flexão da coluna, a maior parte da flexão é causada pela inércia do membro inferior e não, pela contração isotônica dos músculos abdominais.
A posição com o joelho totalmente flexionado é a que fornece o maior braço de momento da resistência (e torque) durante todo o movimento, portanto, deve ser utilizada por indivíduos previamente condicionados.
Para os iniciantes, o joelho deve estar mais próximo da extensão, pois é a posição que fornece o menor braço de momento da resistência. A completa extensão do joelho pode causar uma insuficiência passiva dos isquiotibiais. Esta insuficiência aumenta a força de contração isométrica dos flexores do quadril, aumentando os riscos de lesão da coluna lombar para o iniciante, que não possui força abdominal suficiente para evitar uma anteversão da pelve com hiperextensão da coluna lombar.
A fase excêntrica do movimento deve ser conduzida, caso contrário a ação da gravidade faz a maior parte do movimento e a contração dos músculos abdominais se limita ao final desta fase, para desacelerar o movimento.
Por causa da ação isométrica dos flexores do quadril por todo o movimento, este exercício não é recomendado para iniciantes (principalmente com hiperlordose lombar e/ou dores lombares).
Quando o exercício é realizado com o joelho semiflexionado, a fase concêntrica deve acontecer até o ponto onde a linha de ação dos pés chega em cima do eixo do movimento (aproximadamente no final da coluna torácica) pois, deste ponto em diante, o peso do pé favorece a flexão da coluna, diminuindo a ação do abdome. Se a maior parte do membro inferior passar deste ponto, a contração muscular passa a ser excêntrica para os extensores da coluna e o abdome relaxa completamente (mesmo com a coluna em flexão).
Uma variante deste exercício é a flexão, com uma pequena rotação da coluna. Este exercício aumenta o trabalho do músculo oblíquo interno (do lado contrário ao da rotação).
As mãos não devem ser colocadas embaixo do quadril. Com os braços nesta posição (ao lado do tronco), o executante exerce uma pressão no chão. Esta força causa uma depressão das costelas e do esterno, desfavorecendo a relação força-comprimento para a contração dos músculos abdominais. Além disso, nesta posição, o executante consegue colocar, erroneamente, muita força nos extensores do ombro, na intenção de tentar tirar a coluna do chão.
Flexão da Coluna no Puxador Vertical
Como o exercício abdominal no aparelho, uma das principais vantagens deste exercício é um maior controle da sobrecarga e intensidade utilizada.


Análise Biomecânica do Exercício
O braço de momento da resistência é praticamente inexistente no começo do exercício e aumenta conforme aumenta a flexão da coluna. Este aumento do braço de momento da resistência, enquanto a musculatura abdominal diminui de comprimento, pode favorecer uma insuficiência ativa destes músculos. Por isso, este exercício não deve ser utilizado por iniciantes.
O sentido em que o cabo puxa o braço neste movimento gera uma força translatória de descompressão na coluna vertebral. Esta força translatória é compensada pela contração do abdome, que produz uma força translatória de compressão articular durante toda a excursão do movimento. Portanto, a força da contração dos abdominais não só flexiona a coluna como aumenta a estabilidade desta articulação, durante o movimento.
Quando as sobrecargas aumentam, há um aumento da participação isométrica dos flexores do quadril para fixar a pelve e evitar que ela realize uma retroversão, por causa da contração do abdome.
Para evitar o trabalho isotônico dos depressores das escápulas, estás devem permanecer em depressão durante toda a amplitude do movimento de flexão da coluna.
O cotovelo deve ficar em extensão e o ombro em adução, para evitar uma participação isotônica do tríceps, do peitoral maior e do grande dorsal respectivamente.
Como em qualquer outro exercício abdominal, a partir do momento em que a flexão da coluna termina, a única maneira de o movimento continuar é pela flexão do quadril, porém, os músculos do abdome não realizam flexão nesta articulação. O executante sente o trabalho do abdome, porque este permanece em contração isométrica, para preservar a postura da pelve e coluna lombar (que são puxadas na direção da anteversão e hiperextensão, respectivamente, por causa da contração isotônica dos flexores do quadril).
Uma variante deste exercício é a rotação da coluna, no final da flexão. Esta rotação favorece a ação do oblíquo externo (do lado oposto ao da rotação).
Rotação da Coluna
O movimento de rotação da coluna aumenta a participação dos músculos oblíquos internos e externos e também dos outros rotadores da coluna. Estes músculos têm um papel importante tanto funcional como estético.





Análise Biomecânica do Exercício
O maior braço de momento acontece quando o membro inferior aproxima-se do solo e não existe, quando os pés estão acima do quadril.
Os ombros devem permanecer fixos no solo durante todo o movimento, para fixar a caixa torácica e aumentar a eficiência da contração do abdome.
O aluno que executa este exercício pela primeira vez deve fazê-Io com os joelhos flexionados. Há dois motivos para este posicionamento do joelho:
a) Evitar a insuficiência passiva dos isquiotibiais para diminuir a
ação isométrica dos flexores do quadril, com concomitante anteversão da pelve e hiperextensão da coluna lombar.
b) Diminuir o braço de momento da resistência reduzindo, assim, a intensidade do exercício.
Este exercício também aumenta a flexibilidade da coluna para o movimento de rotação. Como a coluna não realiza flexão durante este exercício, o músculo reto do abdome não participa diretamente do movimento.
O movimento deve ser conduzido pela contração muscular durante todo o exercício. O controle do movimento é imprescindível; para que as forças externas não atuem diretamente nos ligamentos, discos intervertebrais e articulações zigapofisárias da coluna vertebral, diminuindo, assim, os riscos de lesão para esta articulação.
A falta de flexibilidade no quadril, na pelve e, principalmente, na coluna impede que o executante encoste as duas pernas no chão, por isso, este exercício não deve ser prescrito para iniciantes.
Compressão Abdominal
Este exercício é muito eficiente no trabalho do músculo transverso cio abdome. O transverso desempenha várias funções importantes como a manutenção do posicionamento das vísceras, a excreção, além da manutenção da postura da coluna lombar, por agir nesta articulação através da fáscia tóraco-Iombar.





Análise Biomecânica do Exercício
O maior braço de momento da resistência (vísceras) acontece no começo do movimento. Esta posição do corpo enfatiza a ação da gravidade, empurrando as vísceras para baixo. Isto aumenta a intensidade do exercício.
A fase concêntrica deste exercício deve ser feita com uma expiração forçada, pois o transverso também participa desta fase da respiração. Na fase concêntrica deve haver uma pequena retroversão da pelve e flexão da coluna lombar.
Na fase excêntrica não deve haver anteversão da pelve e hiperextensão da coluna lombar. É nesta fase que deve ocorrer a inspiração.
Como o transverso não atua diretamente sobre nenhuma articulação, sua contração não gera forças rotatórias nem translatórias.
Exercícios para a Região Dorsal
Os músculos da região posterior da coluna são fundamentais na postura da coluna vertebral. Os principais músculos são os iliocostais, os espinhais, os longuíssimos, multífido e quadrado lombar. Estes músculos estabilizam e movimentam a coluna vertebral, principalmente no movimento de extensão. Os músculos mais inferiores (que se inserem na pelve) também realizam a anteversão da pelve e, portanto, são antagônicos dos músculos abdominais. A cifose torácica pode ser prevenida (ou diminuída), através do fortalecimento destes músculos (na região torácica) .
Extensão da Coluna na Bola
Este exercício fortalece praticamente todos os músculos extensores da coluna vertebral e deve fazer parte de um bom programa de musculação. A bola exige bastante equilíbrio, o que aumenta a participação de toda a musculatura da coluna e pelve para proporcionar estabilidade durante a execução do exercício.





Análise Biomecânica do Exercício
O maior braço de momento da resistência (peso da extremidade superior do tronco) acontece quando a coluna está paralela ao solo. O componente translatório criado pela contração dos extensores da coluna comprime os discos intervertebrais (e aumenta a estabilidade das articulações da coluna), em todos os ângulos do movimento.
O movimento deve partir da completa flexão da coluna (fig. 6.7 a). A movimentação concomitante dos ombros proporciona um estímulo para os músculos deltóide posterior e trapézio.
Os isquiotibiais e o glúteo máximo ficam em contração isométrica, durante o movimento, para prevenir a anteversão da pelve durante a contração dos extensores da coluna (principalmente da região lombar).
Note que o movimento da coluna é de extensão, a partir de uma flexão e não, de hiperextensão. A manutenção do quadril em flexão favorece a execução correta do exercício por proporcionar uma diminuição do risco de hiperextensão da coluna lombar.
Se o executante realizar o exercício com os cotovelos semiflexionados, o ombro pode realizar uma rotação lateral durante a fase concêntrica do movimento. Esta rotação proporciona um fortalecimento de dois músculos do manguito rotador (infra-espinhal e redondo menor).
A contração dos extensores da coluna cervical deve ser isotônica até o ponto em que esta se alinha com a coluna torácica e, deste ponto em diante, a contração deve ser isométrica, para manter a postura da cabeça durante a extensão da coluna torácica e lombar.
Quanto maior a proximidade entre os membros inferiores, maior a exigência de equilíbrio. Assim, o indivíduo que inicia este exercício deve começá-lo com os membros inferiores afastados.
No iniciante, este exercício pode ser realizado com os braços ao lado do tronco. Esta posição dos membros superiores diminui o braço de momento da resistência (membros superiores) e decresce a intensidade do exercício.
Extensão da Coluna e Quadril (com fixação do membro inferior)
Neste exercício há também, além dos músculos citados no exercício anterior, a participação dos músculos extensores do quadril (principalmente os isquiotibiais e o glúteo máximo).







Análise Biomecânica do Exercício
O maior braço de momento da resistência (tanto para a articulação da coluna quanto para o quadril) acontece no momento em que o tronco fica paralelo ao chão.
Todas as forças translatórias, geradas pela contração dos extensores da coluna e do quadril, são de compressão articular durante toda a excursão do movimento.
O indivíduo que inicia este exercício deve realizar a extensão do quadril, com concomitante extensão da coluna. Esta sincronia de movimentos previne um braço de momento muito grande para o quadril, no começo do movimento.
O indivíduo treinado deve realizar primeiro a extensão da coluna, seguida pela extensão do quadril. A separação do movimento faz com que o quadril comece a extensão com a coluna já estendida, o que proporciona um maior braço de momento (a extensão da coluna aumenta a distância entre a cabeça e o quadril) para esta articulação.
Note que o movimento da coluna é de extensão, a partir de uma flexão e não, de hiperextensão.
A coluna lombar, principalmente no iniciante, pode hiperestender, mesmo antes que o corpo do executante esteja na posição anatômica por causa de insuficiência passiva do iliopsoas.
A execução do exercício com o joelho flexionado proporciona um aumento da hiperextensão da coluna por causa de insuficiência passiva do reto femural e, portanto, aumenta os riscos de lesão nesta articulação. O iniciante deve, então, possuir uma boa flexibilidade no quadril (proporcionada através de alongamentos específicos), antes da inclusão deste exercício na sua programação.
O iniciante deve realizar este exercício com os braços ao lado do corpo (como nas figuras), para que o peso dos membros superiores se aproxime tanto da coluna quanto do quadril. Esta posição diminui o braço de momento da resistência (peso dos membros) tanto para o quadril quanto para a coluna, o que diminui a intensidade do exercício.
O executante condicionado deve distanciar os membros superiores da coluna e do quadril, para aumentar a intensidade do exercício. As mãos atrás da cabeça, por exemplo, aumentam substancialmente a intensidade da contração muscular.
A altura do banco influencia na segurança do exercício. Bancos muito altos permitem uma flexão do quadril muito grande, o que causa uma insuficiência passiva dos isquiotibiais e uma conseqüente retroversão da pelve. Quando o executante inicia a extensão da coluna e do quadril, com a pelve na posição de retroversão, o estresse na coluna lombar é excessivo e altamente prejudicial.
O quadril realiza aproximadamente 10° de extensão, porém, neste exercício, o ideal é chegar até a posição anatômica. A tentativa de realizar os 10° de extensão aumenta a possibilidade de hiperextensão da coluna lombar e anteversão da pelve, o que aumenta o risco de lesão.

sábado, 30 de julho de 2011

ROSCA 21

Vamos falar esta semana de um excelente exercício, ROSCA 21. A matéria abaixo é da revista MUSCLE IN FORM na edição 67.
O site TREINOPESADO colocou uma matéria recentemente  falando também e demonstrando este exercício.

ROSCA 21

Um exercício muito eficiente, mas que as pessoas deixam de lado pela fadiga que ele causa.

MÚSCULO PRIMÁRIO: braquial e bíceps braquial

MUSCULOS SINERGISTAS: Antebraços

A rosca 21 é um exercício para a musculatura anterior dos braços muito avançado, utilizado constantemente por atletas como uma variação para a rosca direta. Esse exercício é super eficiente e utilizado para aumento de volume, resistência e força.
Deve ser realizado com cerca de 30% a menos da carga utilizada para a realização da rosca direta. Por ser uma série prolongada de grande amplitude de movimento, isola igualmente as porções baixas e altas do braquial e do bíceps braquial, e este seria o propósito principal para a realização deste exercício.

FAÇA CERTO

  1. POSIÇÃO INICIAL: Em pé, pernas ligeiramente afastadas, quadril encaixado, palmas das mãos voltadas para frente segurando uma barra com a pegada na largura do quadril.
  2. O exercício fica melhor explicado se fizermos em 3 movimentos isolando diferentes partes do bíceps:






  •                         No primeiro momento, flexione os braços até que atinjam um ângulo de 90° com a articulação do cotovelo ( meia rosca). Relaxe os braços de volta e realize um total de 7 repetições, sempre nesta mesma amplitude.





  •                         Sem descanso, após o término da sétima repetição, flexione os cotovelos da metade (90° ) até a flexão máxima, trazendo a barra para cima até a direção do pescoço. Retorne agora até o ângulo de 90°. Flexione novamente até a altura do pescoço por sete vezes. Agora você já totalizou 14 repetições e o bíceps deve estar “pegando fogo”, mas ainda não acabou.


  •                         Para terminar, você ainda precisa realizar mais 7 repetições de amplitude completa, as 21 repetições de onde o nome deste exercício foi gerado.

RESUMINDO, o exercício completo consiste em: As primeiras 7 repetições – elevação até o meio, da 8ª a 14ª repetição do meio para cima, da 15ª a 21ª repetição, movimento completo.

DICAS:

Utilize preferencialmente uma barra W para a realização deste exercício, o que aumentará o nível de segurança e ainda aliviará os punhos e a musculatura dos antebraços, isolando ainda mais o bíceps.

Lute contra a vontade de ajudar a realização do movimento projetando os ombros para frente a brindo em demasia os cotovelos.

Evite ajudar também com o balanceio do corpo ( roubando...)

Sustente o peso na fase excêntrica de cada momento – amplitude

Se precisar, reduza o peso durante os 21 movimentos, poderá ser feito uma drop set dentro da própria série.

Não utilize a Rosca 21 apoiada no banco, pois na porção alta do exercício, o bíceps será muito pouco estimulado.

Este exercício pode ser utilizado tanto no início do treino de bíceps seguido de mais um único exercício, como por exemplo, a rosca apoiada unilateral ou a rosca concentrada; ou ao final do treino como último exercício...matador!!

Em qualquer uma das ordens acima, normalmente realizam-se 3 séries de 21 repetições com intervalos de 1’ a 1’30 minutos de descanso ao  término de cada uma das séries. 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MAPA DOS MÚSCULOS


MAPA DOS MÚSCULOS

1)      TRAPÉZIO – PORÇÃO SUPERIOR
2)      PEITORAL MAIOR
3)      DELTOÍDE
4)      BRAQUIAL
5)      BÍCEPS – CABEÇA LONGA E CURTA
6)      BRAQUIORRADIAL
7)      FLEXOR RADIAL DO CARPO
8)      PALMAR LONGO
9)      SERRÁTIL ANTERIOR
10)   BÍCEPS – CABEÇA CURTA
11)   ABDOMINAL OBLÍQUO EXTERNO
12)   ABDOMINAL RETO – PORÇÃO SUPERIOR
13)   ABDOMINAL RETO – PORÇÃO MÉDIA
14)   ABDOMINAL RETO – PORÇÃO INFERIOR
15)   TENSOR DA FÁSCIA LATA
16)   ADUTOR LONGO
17)   PECTÍNEO
18)   SARTÓRIO
19)   VASTO LATERAL
20)   RETO FEMURAL
21)   VASTO MEDIAL
22)   GASTROCNÊMIO – PORÇÃO MEDIAL
23)   TIBIAL ANTERIOR
24)   EXTENSOR LONGO DOS DEDOS








    25)      TRAPÉZIO – FIBRAS SUPERIORES, MEDIAIS E INFERIORES
    26)      DELTÓIDE – FIBRAS POSTERIORES
    27)      TRÍCEPS – CABEÇA LONGA
    28)      TRÍCEPS – CABEÇA LATERAL
    29)      INFRAESPINHAL
    30)      REDONDO MENOR
    31)      REDONDO MAIOR
    32)      TRÍCEPS – CABEÇA MEDIAL
    33)      GRANDE DORSAL
    34)   ABDOMINAL OBLÍQUO EXTERNO
    35)   FLEXOR ULNAR DO CARPO
    36)   EXTENSOR ULNAR DA CARPO
    37)   EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO
    38)   EXTENSOR DOS DEDOS
    39)   GLÚTEO MÁXIMO
    40)   ADUTOR LONGO
    41)      VASTO LATERAL
    42)      BÍCEPS FEMURAL
    43)       SEMIMEMBRANOSO
    44)      SEMITENDINOSO
    45)      GASTROCNÊMIO – CABEÇA MEDIAL
    46)      GASTROCNÊMIO – CABEÇA LATERAL
    47)      BRAQUIAL